PSICOLOGIA ANALÍTICA

SUTIL DIFERENÇA

Cérebros masculino e feminino operam em ritmos diferentes.

Sutis diferenças

Tão sutil, que apenas a inteligência artificial de um computador de precisão pode detectar: assim é a diferença encontrada na atividade cerebral feminina, em relação à masculina. Olhos treinados de um neurologista não seriam capazes de interpretar a pequena alteração que aparece no eletroencefalograma, enquanto o equipamento foi capaz, pela primeira vez, de provar o que já se supunha sobre o ritmo cerebral de homens e mulheres. Mais de 1.300 exames foram observados com a máquina, como parte do trabalho publicado recentemente por pesquisadores da Universidade de Twente e do Instituto Brainclinics, em Nijmegen (ambos na Holanda) e de Zurique (Suíça). A principal diferença encontrada está nas ondas beta, uma faixa de frequência entre 20 e 25 Hz, presente, entre outras funções, na execução de tarefas cognitivas e no processamento das emoções positivas ou negativas oriundas dessas atividades. Tal constatação sugere relação com um maior reconhecimento das emoções entre as mulheres, algo já relatado em pesquisas anteriores, mas cuja atividade cerebral correspondente ainda não foi totalmente decifrada.

Tendo sido constatadas anteriormente as diferenças anatômicas entre os cérebros masculino e feminino, bem como a observação de que mulheres e homens agem diferentemente sob transtornos mentais, assim como respondem de maneira diversa ao tratamento desses distúrbios, tal novidade abre caminhos para o desenvolvimento de terapêuticas mentais adequadas, levando em conta cada vez mais variáveis que possam influenciar o tratamento.

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GESTÃO E CARREIRA

CARTEIRA DIGITAL

Por meio dos smartphones, hoje as pessoas fazem tudo: telefonam, trocam mensagens, consultam redes sociais, veem e-mails, fazem videoconferências, utilizam-no como GPS e, em um futuro não muito distante, também substituirão o cartão de plástico por ele.

Carteira digital

Febre, hábito, mania, moda, vício, dependência… Não importa o que se tomou o uso intensivo dos smartphones, o que vale agora é que essa é uma tecnologia que não tem mais volta. Resta então evoluirmos com eles.

Por falar em evoluir, as pessoas já fazem de tudo com seus smartphones, mas há sempre mais a fazer. Um tipo de serviço que tem grande espaço ainda para crescer por esse meio são as transações financeiras, especialmente o mobile payment.

Uma pesquisa da Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Deloitte em 2015, diz que o uso dos canais digitais no setor bancário segue em consolidação no Brasil com destaque para a forte expansão registrada pelo mobile banking, de 11,2 bilhões de transações bancárias, um crescimento de 138% em relação a 2014, quando 4,7 bilhões de operações foram feitas pelos clientes.

Além disso, de acordo o “Global Mobile Consumer Survey – GMCS 2016” – estudo da Deloitte que apura o hábito de consumo de equipamentos e serviços de tecnologia móvel em 31 países do mundo e no Brasil realizada com 2.005 pessoas -, oito em cada dez pessoas já possuíam um smartphone. Esses números apenas demonstram o potencial que existe para o mercado de mobile payment no País

EVOLUÇÃO E SEGURANÇA

De acordo com o CEO da Kanamobi – empresa de tecnologia criativa que oferece soluções 360° em serviços de inteligência mobile -, Cristiano Kanashiro, a forma de pagar está mudando através do uso das novas tecnologias, oferecendo facilidade, comodidade e velocidade.

“É um meio seguro, e as empresas devem utilizar essas novas formas para receber e potencializar as vendas, podendo ser uma transação via smartphone, aplicações móveis, bots, pulseira (wearable), entre outras”, afuma.

Contudo, em sua opinião, a segurança ainda é algo que precisa ser explanado com mais intensidade, pois cada vez mais teremos uma gama gigantesca de soluções em meios de pagamentos. E Kanashiro tem razão, pois, em se tratando de segurança, 44 % daqueles que têm um celular afirmaram à pesquisa da Deloitte não ter sequer, nos últimos três meses, acessado pelo aparelho extratos bancários, feito pagamentos de contas ou de serviços, ou realizado transferências de dinheiro local) ou internacionalmente. Para se ter uma ideia, o temor em relação à segurança que envolve as transações financeiras por telefone móvel é a principal justificativa dada por essas pessoas que se negam a fazer pagamentos a lojas por meio do celular.

Hoje ainda temos a internet das coisas (IOT) sendo impulsionada em diversos segmentos e conectando cada vez mais dispositivos entre si, o uso do bluetooth, Wi-Fi, entre outras formas de conexão.

“E isso tudo possibilita que os usuários fiquem mais expostos. abrindo caminho para o desenvolvimento de vírus bem mais inteligentes e maliciosos. Então a segurança é responsabilidade e um assunto que envolve os fabricantes de devices, empresas de pagamento e bancos”, considera Kanashiro.

Mesmo assim, o fundador da MUXI, Alexandre Pi, acredita que o mobile payment faz parte do futuro. “No caso das lojas físicas, acredito que quando o mobile payment começar a oferecer mais conveniência ao consumidor, como diminuir filas exaustivas ou adiantar os pedidos em um estabelecimento de alimentação, por exemplo, eles serão responsáveis pelo aumento de vendas dos micro e pequenos empresários”, aponta.

Já no mercado de e-commerce, é questão de tempo até o consumidor aderir. “Os clientes ainda esperam que o mobile payment ofereça mais segurança nas operações on-line. Mas depois que eles se sentirem mais seguros, com certeza o e-commerce venderá mais por esta modalidade”, estima.

O CEO da Kanamobi, por exemplo, aposta que agora se abre uma nova oportunidade para impulsionar as vendas, uma vez que os micro e pequenos varejistas comecem a adotar essas novas formas de recebimento. “Hoje existem inúmeras soluções de ‘mobile payment’ que podem ser utilizadas no comércio, porém é importante analisar qual se adéqua melhor ao seu negócio, ”afirma.

Uma estratégia para adoção das novas tecnologias e meios de pagamento, segundo ele, deve ser atrelada ao perfil dos clientes. Um ótimo exemplo é o aplicativo BeBlue, que hoje é aceito em mais de 700 lojas participantes, entre restaurantes, postos de gasolina. supermercados, etc. “O aplicativo oferece um sistema de cashback, ou seja, parte da sua compra retorna em dinheiro que é acumulado no aplicativo e pode ser utilizado para novas compras nas redes credenciadas. Hoje são mais de 100 mil usuários. Essa é uma solução aderente a qualquer micro e pequeno varejista, o qual pode utilizar um novo meio de pagamento e ampliar as suas vendas”, exemplifica.

O CEO da Pague Veloz, José Henrique Kracik da Silva, reforça que o mercado de meios de pagamentos está evoluindo de forma extremamente acelerada, e o objetivo é exatamente a dinâmica de recebimentos, especialmente para os empreendedores e para os micro e pequenos empresários. E é isso que acontece com esta modalidade. “O ponto a ser observado é que as regras dos meios de pagamentos (bandeiras, banco emissores de cartões e das credenciadoras) não evoluem na mesma velocidade, o que dificulta o processo de inovação. Uma iniciativa bastante revolucionária, mas embrionária ainda, é o pagamento por contato, porém verifica-se que isso facilita neste momento, apenas para o cliente final, ou seja, para quem efetua o pagamento, pois a maioria das maquininhas já tem nativa esta facilidade’, revela.

REMANDO JUNTO

Segundo Alexandre Pi, como o mobile payment é capaz de oferecer grandes vantagens para os consumidores, os micro e pequenos negócios são diretamente afetados por esses tipos de tecnologia. Ou seja, em tempos de crise, o empreendedor não pode perder a oportunidade de investir em uma tecnologia que ofereça mais segurança e conveniência para o seu consumidor na hora do pagamento, agregando mais valor ao seu negócio.

As vantagens são inúmeras na visão de Cristiano Kanashiro, pois muitos aplicativos, inclusive os de meios de pagamentos, funcionam como mídia e divulgam as parcerias e estabelecimentos. “Além de se criar uma nova forma para venda de produtos e serviços, é possível melhorar o ‘ check-out’. Pois hoje a demora para o pagamento da conta influencia e é um problema em diversos estabelecimentos. Quantas vezes não perdemos tempo para realizar o pagamento? demonstra

Então soluções de pagamento móvel são mais ágeis e possibilitam que você otimize seu fluxo operacional imagine no seu estabelecimento um aplicativo com cardápio e possibilidade de pagamento, sendo assim, o cliente entra no estabelecimento apenas para degustar a sua refeição e o fluxo de clientes aumenta. ”Outro ponto importante é que você conhece melhor os seus clientes, quem são, qual sua frequência. o que consomem e ainda pode criar um novo canal de relacionamento para continuar impulsionando as vendas. É possível aplicar descontos, incentivos e inúmeras outras possibilidades’, afirma o CEO da Kanamobi.

O CEO da Pague Veloz, destaca também que atualmente os equipamentos para recebimentos de pagamentos têm um custo alto, seja de aluguel ou de aquisição, logo, estas novas tecnologias permitem a customização em relação ao porte e segmento de atuação do empresário, de modo a facilitar o acesso e com um custo menor que os atuais.

Mas, antes de pensar em aderir a essa ferramenta, Alexandre Pi da Muxi diz que o lojista e/ou empresário precisa checar se a empresa que oferece o software de automação comercial ao seu negócio está apta a receber o modelo de mobile payment. “Também é necessário que o dono do negócio realize um acordo contratual com as empresas de pagamento que atendem à loja. Já no caso de um e-commerce ou de um negócio que também possui loja virtual, é necessário que o empreendedor confirme se a provedora da loja virtual está adaptada para receber o modelo de mobile payment, ensina.

Além disso, o empreendedor tem que verificar se a empresa que está oferecendo o serviço é confiável, se garante a entrega contratada. Uma maneira de se preparar para isso é pesquisando se a prestadora desse serviço tem condições financeiras de honrar seus acordos.

SERVIÇO

Das grandes marcas no mercado que já oferecem o serviço de mobile payment para as empresas temos o Samsung Pay e o Apple Pay. “Esta última, no entanto, ainda nem chegou ao Brasil. Além dessas, temos iniciativas mobile de pequenas empresas”, afirma Alexandre Pi.

Mas o que está ocorrendo por enquanto é a migração do plástico para o smartphone, relógios inteligentes, pulseiras, etc. “Contudo, a operação que roda por trás e os valores cobrados não têm sido um diferencial no momento para empresas tradicionais que estão atuando no mercado. Por outro lado, temos as fintechs que entram com diferenciais em taxas, como o Nubank, Digio, Neon e por aí vai’, conta Cristiano Kanashiro.

O fundador da MUXI acredita que as soluções de mobile payment que existem hoje funcionam muito bem. mas ainda não oferecem uma conveniência adicional, porque o consumidor precisa esperar na fila e aproximar o seu celular da maquininha de cartão. “‘São modelos que substituem o cartão, mas não trazem um serviço adicional capaz de aumentar o número de clientes”, frisa e completa que as próprias taxas cobradas por este modo ainda são parecidas ou até um pouco maiores do que os modos tradicionais. E imagina que quando o mobile payment oferecer novas conveniências e mais segurança, a taxa poderá aumentar. De acordo com o CEO da Kanamobi, pesquisas mostram que a expectativa é de que em 2030 os meios de pagamentos móveis tenham dominado o mercado. Entretanto, por muito tempo ainda o dinheiro em papel e os cartões de plástico continuarão a existir. ‘Cada dia mais surgem novas formas de pagamento, novas tecnologias, novas startups no mercado de fintechs, criando uma descentralização de tudo. Existe um processo de evolução e isso já é realidade no mundo”, aponta.

No Brasil, ele diz que existe um mercado gigantesco de oportunidades. Contudo, até o pagamento móvel via NFC, que já é realidade em outros países, existe em pouquíssimos estabelecimentos aqui. “O maior problema é que muitos aparelhos não são compatíveis com o NFC. Assim como tudo, é um processo de evolução e, aos poucos, os smartphones e dispositivos móveis devem começar a embarcar nesse tipo de tecnologia em contrapartida novas tecnologias estão chegando ao Brasil e tudo irá mudar, finaliza Kanashiro.

SEM VENDEDOR

A Muxi é uma empresa especializada exatamente em soluções para o mercado de meios eletrônicos de pagamento e, de acordo com Alexandre Pi, acabou de desenvolver uma solução chamada de Selfie PAY”. Inicialmente a tecnologia dará a opção ao consumidor de efetuar o pagamento de uma compra sem a presença de um vendedor. Se adotada em um restaurante, por exemplo, o cliente não precisará esperar o garçom levar a conta e a máquina de cartão até a mesa – nem enfrentar a fila do caixa’ expõe.

Para usufruir da tecnologia, no entanto, será necessário baixar um aplicativo, que está em fase de desenvolvimento. Mas bastará abrir o aplicativo para receber e encerrar a conta. O consumidor poderá escolher no celular entre uma das duas ferramentas de identificação, o QR Code, código de barras em 2D, ou o RFID, um selo de radiofrequência, que estarão presentes na mesa.

Um dos diferenciais, segundo o fundador da empresa, é que essas tecnologias detêm basicamente a informação numérica de onde o cliente está sentado e se conectam por nuvem com um sistema instalado no restaurante. Ao acionar uma dessas ferramentas aproximando o celular, o estabelecimento receberá um alerta de pedido de fechamento de conta e tudo o que foi consumido é enviado automaticamente para o aplicativo. “O pagamento será efetuado pelo usuário por meio do próprio celular, que emulará uma tradicional maquininha de cartão. O comprovante é enviado automaticamente para o caixa do varejista”, demonstra

GESTÃO FINANCEIRA

A fintech Pague Veloz também criou no mercado uma solução para as micro e pequenas empresas. Através da criação de login e senha, o cliente acessa gratuitamente a plataforma e pode emitir e gerenciar boletos, cadastrar e acompanhar diversas contas bancárias, realizar cobranças e pagamentos parcelados no cartão de crédito. Ele paga apenas a tarifa das transações, com preços mais baixos que os dos serviços bancários tradicionais. Enquanto o cliente parcela as compras, a empresa usuária do Pague Veloz recebe o saldo total da venda efetivada em até 24 horas” E os custos são extremamente competitivos em relação aos praticados por outros players atualmente    afirma Kracik da Silva.

Em 2016 a empresa atingiu um crescimento de 500 % (mesmo percentual de 2015). Participou do programa Startup SC, projeto catarinense para alavancar negócios inovadores, e foi selecionada para a segunda turma do programa de aceleração Darwin Starter. Além disso, hoje ela já ultrapassou a marca de 2 mil clientes cadastrados.

A fintech Pague Veloz trouxe também uma novidade para o segmento de soluções de gestão financeira do País. Ela lançou no ano passado um aplicativo para iOS com opção de comando de voz. Através da assistente virtual Siri, os usuários poderão realizar pagamentos e transferências.

De acordo com José Henrique Kracik da Silva, da Pague Veloz, o DNA da empresa é alinhar serviços financeiros com a tecnologia de forma a disponibilizar em meios de pagamentos. “‘Atualmente, na mesma plataforma e ambiente, nosso cliente tem acesso à maioria dos serviços de meios de pagamentos e recebimento de forma simplificada e intuitiva. Outra vertical importante que podemos destacar nas soluções é a gestão, pois disponibilizamos diversas ferramentas de conciliação e controle de modo que nosso cliente tenha muito mais tempo para se dedicar ao seu principal negócio e atividade”, pontua.

PAGAMENTO CLÁSSICO E MODERNO

O PagSeguro é uma empresa do grupo UOL que oferece soluções completas para pagamentos on-line e presencial. Pensando no mercado de micro e pequenos empresários, ele já vem há anos lançando produtos que facilitem a vida desse nicho no ponto de venda. A primeira experiência foi com o Leitor de Crédito, um aparelho que era acoplado ao celular.

E uma das últimas soluções criadas foi a Moderninha, em março de 2015, que fez com que a maquininha dispensasse o uso de celular ou tablet para realizar as transações. Em junho de 2016, o PagSeguro promoveu uma evolução ainda maior de conectividade e lançou a Moderninha Wi-Fi, que traz a opção de conexão por chip ou Vili-Fi. Agora foi a vez da Moderninha Pró, que oferece diversas opções de conexão, além de soluções ainda mais completas em capacidade de transação, quantidade de bandeiras, etc. “O que a gente oferece é justamente para o público do micro e pequeno empresário, tentando trazer a sua inclusão no mercado através de um novo modelo de venda, com um custo menor e com maior facilidade de uso”, explicou o diretor do PagSeguro, Juan Fuentes.

Segundo ele, foi uma solução da empresa para resolver os problemas que esse público tinha em contratar máquinas de cartão de crédito e débito no mercado, tendo que adquiri-las por um alto valor, pagar aluguel caro, ou seja, um modelo inviável para micro e pequenas empresas que têm um faturamento baixo. “Imagina um pequeno lojista tendo que pagar o aluguel daquela máquina todo mês. Ou uma pessoa que vende de porta em porta. Então lançamos esse modelo de negócio para um público que estava sendo muito mal atendido. Disponibilizamos o equipamento para o empresário de acordo com o tamanho do negócio dele, perfil do produto e demanda, e ele escolhe o melhor equipamento, adquire e não temos mais nenhum tipo de relação comercial com ele, só cobramos uma pequena taxa em cada venda como em qualquer outra transação”, demonstra o diretor.

Agora, eles caminham cada vez mais para a modernização das máquinas para atender esse público carente dos micro e pequenos por soluções de pagamento para atender seus clientes. “A novidade que lançamos agora junto com a moderninha foi a nossa plataforma gratuita de fluxo de caixa que conversa com as nossas máquinas, não só com a moderninha. como também com todas as outras para o pequeno lojista ter um controle das suas vendas. Ele consegue cadastrar os produtos, e é totalmente free, disponível para download no site do PagSeguro para você começar a gerir o seu negócio. Ajudar o micro e pequeno a crescer, esse é sempre o nosso objetivo, conclui.

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 SIGA A DICA!

Antes de implementar qualquer tipo de meio de pagamento, o microempreendedor deve analisar alguns pontos:

  • Escolher uma solução que aceite as principais bandeiras;
  • Analisar as taxas, mensalidades e estudar os benefícios de cada tipo de pagamento disponível no mercado;
  • Estudar se as empresas e soluções de meios de pagamentos são aderentes ao perfil do estabelecimento / empresa. As pessoas irão de fato utilizar? Quem são os seus clientes;
  • Pensar também na operação, isso de fato facilitará ou gerará um custo? Como mencionei. existem inúmeras soluções que podem ajudar, mas se não for planejado muito bem pode gerar um problema como, por exemplo. a falta de treinamento e capacitação dos funcionários.

 

 Fonte: Revista Gestão & Negócios – Edição 97

ALIMENTO DIÁRIO

MATEUS 14: 13-21

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Cinco Mil São Alimentados

Esta passagem bíblica sobre o episódio em que Cristo alimentou cinco mil homens com cinco pães e dois peixes encontra-se registrada pelos quatro evangelistas, um fato que ocorre com poucos milagres de Cristo, se é que ocorre com algum. Isso dá a entender que existe alguma coisa neste milagre que merece uma observação especial. Considere:

I – A procura das pessoas por Cristo, quando Ele se retirou “para um lugar deserto” (v. 13). Ele se afastou quando soube, não da morte de João, mas das ideias que Herodes tinha a seu respeito, que Ele fosse João Batista ressuscitado dos mortos, e, portanto, tão temido por Herodes quanto odiado. Ele se retirou para sair da jurisdição de Herodes. Note que em situação de perigo, quando Deus abre um caminho de fuga, é lícito fugir para a nossa própria preservação, a menos que tenhamos alguma chamada especial para nos expormos. A hora de Cristo ainda não era chegada, e, portanto, Ele não se lançaria ao sofrimento. Ele poderia ter se protegido por meio do poder divino, mas como a sua vida tinha o objetivo de ser um exemplo, Ele o fez por prudência humana. Ele “retirou-se dali num barco”. Mas “não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”. Quando as pessoas souberam, elas o seguiram a pé, vindas de todas as partes. Cristo tinha tal interesse nos sofrimentos da multidão, que o seu afastamento somente levou a que ela o seguisse com muito mais fervor. Aqui, como acontece com frequência, “cumpriu-se a Escritura que diz” que “a ele se congregarão os povos”. Aparentemente, havia mais procura por Cristo depois do martírio de João do que havia antes. Às vezes, o sofrimento dos santos acontece para maior proveito do Evangelho (Filipenses 1.12), e “o sangue dos mártires é a semente da igreja”. Agora que o testemunho de João estava concluído, este testemunho era recordado e mais aperfeiçoado do que nunca. Considere que:

1.Quando o Senhor Jesus Cristo e a sua palavra se afastam de nós, é melhor que (por mais que a carne e o sangue objetem em contrário) o sigamos, preferindo as oportunidades para as nossas almas a quaisquer benefícios seculares. Quando a arca se mover, “parti vós também do vosso lugar e segui-a” (Josué 3.3).

2.Aqueles que realmente desejam a verdadeira nutrição da Palavra, não vacilarão diante das dificuldades que poderão encontrar no seu caminho até ela. A presença de Cristo e do seu Evangelho tornam um lugar deserto não apenas suportável, mas desejável; só Ele faz “o seu deserto como o Éden” (Isaias 51.3; 41.19,20).

II – A compaixão carinhosa do nosso Senhor Jesus para com aqueles que assim o seguiam (v. 14).

1. Ele saiu e apareceu publicamente entre eles. Embora Ele tivesse se afastado para a sua própria segurança, e para o seu descanso, ainda assim Ele saiu do seu retiro quando viu as pessoas desejosas de ouvi-lo, como alguém que deseja, ao mesmo tempo, se expor e se cansar pelo bem das almas; pois nem mesmo “Cristo … agradou a si mesmo”.

2.Quando Jesus viu a multidão, Ele foi possuído de íntima compaixão para com ela. Observe que a visão de uma grande multidão pode, com justiça, despertar compaixão. Ver uma grande multidão, pensar quantas almas preciosas e imortais há ali. e quantas estão negligenciadas e prontas para morrer (temos motivos para pensar que são muitas), produz em nós uma tristeza profunda. Ninguém tem tanta piedade das almas como Cristo. A sua compaixão não falha.

3.Ele não somente sentiu compaixão por eles, mas ajudou-os. Muitos deles estavam doentes e Ele, movido pela compaixão, “os curou”; pois Ele veio ao mundo para ser o Médico por excelência. Depois de algum tempo, todos eles estavam famintos e Ele, sentindo compaixão, os alimentou. Em toda a generosidade que Cristo demonstra ter por nós, Ele é movido pela compaixão (Isaias 63.9).

III – A proposta que os discípulos fizeram para dissipar a multidão, e a rejeição de Cristo a esta proposta.

1.A noite se aproximava (a hora era já avançada) e os discípulos aproximaram-se de Cristo para que despedisse a multidão; eles pensavam que havia terminado um bom dia de trabalho, e que era hora de dispersar. Os discípulos de Cristo são, frequentemente, mais cuidadosos para mostrar discrição do que para mostrar o seu zelo, e para mostrar maior consideração do que afeição pelas coisas relacionadas a Deus.

2.Cristo não os dispensaria famintos como estavam, nem os reteria por mais tempo sem comida, e nem lhes traria problemas e a responsabilidade de comprar alimento para si mesmos. Ele ordena aos seus discípulos que lhes deem de comer. Durante o tempo todo, Cristo sempre expressou mais carinho para com as pessoas do que os seus discípulos; pois o que é a compaixão dos homens mais misericordiosos, comparada com a misericórdia de Deus em Cristo? Veja como é difícil para Cristo separar-se daqueles que estão decididos a se apegar a Ele! Eles não precisam partir. Aqueles que têm a Cristo têm o suficiente, e não precisam partir para procurar a felicidade e um meio de vida neste mundo; aqueles que têm garantida a única coisa necessária não precisam ser sobrecarregados com muitas preocupações. Tampouco Cristo irá causar aos seus seguidores voluntários uma despesa desnecessária, mas facilitará as situações para que possam segui-lo. Mas se sentem fome, eles têm a necessidade de partir, pois esta é uma necessidade que não pode esperar. Portanto, “dai-lhes vós de comer”. O Senhor cuida do corpo; esta é uma obra das suas mãos, é uma parte do seu resgate. Ele mesmo se vestiu com um corpo, para que pudesse nos incentivar a confiar nele para o fornecimento das nossas necessidades do corpo. Mas Ele toma um cuidado especial com o corpo quando este é empregado para servir a alma no seu serviço mais imediato. Se buscarmos o Reino de Deus em primeiro lugar, e fizermos disso a nossa principal preocupação, nós podemos confiar que Deus nos acrescentará outras coisas, tanto quanto Ele julgar adequado, e podemos deixar que Ele cuide de todas essas coisas. Estas pessoas seguiram a Cristo apenas como uma experiência, num ataque de entusiasmo, e ainda assim Cristo cuidou delas dessa maneira; muito mais Ele cuidará daqueles que o seguem integralmente.

IV – A escassa provisão que havia para tal multidão. Aqui nós precisamos comparar o número de visitantes com o cardápio.

1.O número de visitantes era de “quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças”; e é provável que houvesse tantas mulheres e crianças quanto homens, se não mais. Era um grande público a quem Cristo pregava, e temos razão para pensar que era um público atento; e, aparentemente, a maior parte deles, apesar de todo este entusiasmo e ímpeto, não tinha vindo com um objetivo definido. Eles foram embora e não o seguiram mais; pois “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. Nós devemos avaliar a aceitação da Palavra pela conversão dos ouvintes, e não pelo número de ouvintes; embora isto também seja algo bom, e um bom sinal.

2.O cardápio era muito desproporcional ao número de visitantes, somente cinco pães e dois peixes. Estes alimentos foram trazidos por um seguidor do Senhor, para uso pessoal, agora que estavam afastados, no “deserto”. Cristo poderia tê-los alimentado por milagre, mas para nos dar um exemplo de como proporcionar alimento para as nossas próprias famílias, Ele faz com que o acampamento seja abastecido de uma maneira comum. Aqui não existe nem quantidade, nem variedade, nem guloseimas; uma refeição de peixe não era incomum para aqueles que eram pescadores, mas era um alimento apropriado para os doze; dois peixes para o jantar, e pão que os alimentasse talvez por um ou dois dias: aqui não havia vinho nem outra bebida forte; a água limpa dos rios do deserto era o melhor que eles tinham para beber durante a refeição; e com isso Cristo alimentaria a multidão. Aqueles que têm somente um pouco, quando a necessidade é urgente devem ajudar os outros, usando o pouco que têm, e é assim que os recursos são multiplicados. Pode Deus preparar “uma mesa no deserto”? Sim, Ele pode, quando assim o desejar, uma mesa farta.

V – A distribuição generosa desse alimento entre a multidão (vv. 18,19). “Trazei-mos aqui”. Observe que a maneira de dar conforto aos nossos semelhantes – na verdade, conforto a nós – é levá-los a Cristo; pois tudo é santificado pela Palavra de Deus, e pela oração a Ele. Aquilo que nós colocarmos nas mãos de Deus, para que Ele possa utilizar como quiser, certamente irá prosperar e ter êxito em nossas mãos. E poderemos receber novamente estas bênçãos de suas mãos, e elas então serão duplamente doces para nós. Aquilo que estivermos dispostos a dar através ele uma atitude de caridade, devemos primeiramente entregar a Cristo, para que Ele possa graciosamente aceitá-lo de nós e graciosamente abençoá-lo para aqueles a quem será doado; isto é fazer algo “como ao Senhor”.

Nesta refeição milagrosa, nós podemos observar:

1.Que os visitantes se sentaram (v. 19). Jesus mandou que a multidão se assentasse, pois enquanto Ele lhes falava, eles se mantinham em pé, o que é uma postura de reverência e disposição para o movimento. Mas como conseguiremos cadeiras para todos? Deixemos que se sentem na grama. Quando Assuero mostrou as riquezas do seu glorioso reino, e a honra da sua majestade excelente, em um banquete real para os homens importantes de todas as suas províncias, os leitos eram de ouro e de prata, sobre um pavimento de pórfiro, e de mármore, e de alabastro, e de pedras preciosas (Ester 1.6). O nosso Senhor Jesus mostrou aqui, em um banquete divino, as riquezas de um reino muito mais glorioso do que aquele, e a honra de uma majestade muito mais excelente, com um domínio sobre a própria natureza; mas aqui não há uma toalha de mesa, nem pratos ou guardanapos, nem garfos ou facas, nem mesmo um banco onde se sentar; Porém, como se Cristo realmente pretendesse reduzir o mundo à simplicidade e também à inocência e à felicidade de Adão no paraíso, Ele mandou que eles se assentassem na grama. Ao fazer tudo dessa maneira, sem nenhuma pompa ou esplendor, Ele mostrou claramente que o seu reino não era deste mundo, nem vinha “com aparência exterior”.

2.O pedido de uma bênção. Jesus não indicou um de seus discípulos para que fosse o seu capelão, mas Ele mesmo ergueu os olhos ao céu, abençoou, e deu graças. Ele deu graças a Deus Pai pela refeição que tinham, e pediu que Ele a abençoasse. O seu pedido de uma bênção era como a ordem de uma bênção; pois assim como Ele pregava, também orava como alguém que tem autoridade; e nessa oração e ação de graças, podemos supor, Ele fez especial referência à multiplicação do alimento; mas aqui Ele nos ensinou este bom dever de pedir uma bênção e dar graças por nossas refeições. “Tudo que Deus criou é bom, e [deve ser] recebido com ações de graças” (1 Timóteo 4.4, versão RA). Samuel abençoou a refeição (1 Samuel 9.13; Atos 2.46,47; 27.34,35). Isto é comer e beber para a glória de Deus (1 Coríntios 10.31); dar graças a Deus (Romanos 14.6); é comer diante de Deus, como Moisés e seu sogro (Êxodo 18.12,15). Quando Cristo abençoou, Ele ergueu os olhos para o céu, para nos ensinar, em oração, a ver Deus como o nosso Pai que está nos céus. Quando recebermos os nossos confortos terrenos, devemos olhar para lá, como tomando-os da mão de Deus, e dependendo dele para uma bênção.

3.A distribuição da refeição. O Mestre distribuiu, Ele mesmo, a refeição, pois “partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos, à multidão”. Com isto, Cristo pretendia honrar os seus discípulos, para que eles pudessem ser respeitados como trabalhadores associados a Ele; e também para demonstrar de que maneira o alimento espiritual da palavra deveria ser distribuído ao mundo. De Cristo, o autor original, por intermédio dos seus ministros. Aquilo que Cristo designou às igrejas, Ele notificou ao seu servo João (Apocalipse 1.1,4); eles transmitiam tudo aquilo que recebiam do Senhor, e somente isso (1 Coríntios 11.23). Os ministros nunca podem preencher o coração das pessoas, a menos que Cristo preencha as suas mãos em primeiro lugar. E o que Ele deu aos discípulos, eles devem dar à multidão; pois eles são despenseiros, para dar a cada um a sua porção da refeição (cap. 24.45). E, bendito seja Deus, não importa quão grande seja a multidão, sempre haverá o suficiente para todos, o suficiente para cada um.

4.A multiplicação do alimento. Esta só é observada no seu efeito, não na sua causa ou na maneira como ocorreu; não existe menção a alguma palavra que Cristo tenha dito, pela qual o alimento tenha sido multiplicado. Os objetivos e as intenções da sua mente e da sua vontade se realizarão, embora não sejam mencionados ou pronunciados: mas a multiplicação do alimento pode ser observada, não na quantidade inicial, mas na sua distribuição. Assim como o azeite da viúva aumentou quando foi derramado, o pão foi multiplicado ao ser partido. Assim cresce a graça à medida que a colocamos em prática, e, enquanto outras coisas se extinguem com o uso, os dons espirituais crescem com o uso. Deus fornece a semente ao semeador, e multiplica, não a semente acumulada, mas a semente semeada (2 Coríntios 9.10). Assim, existem aqueles que espalham, e ainda assim os seus bens aumentam; espalham e prosperam.

VI – A satisfação plena de todos os convidados com esta provisão. Embora a desproporção fosse tão grande, ainda assim foi suficiente e ainda sobrou.

1.Foi suficiente: “Comeram todos e saciaram-se”. Observe que aqueles a quem Cristo alimenta, ficam saciados; esta era a promessa (Salmos 37.19), de que eles “se fartarão”. Como havia o suficiente para todos, todos comeram. Havia o suficiente para cada um, e todos se saciaram; embora houvesse pouco, era suficiente, e isto é tão bom quanto um banquete. Observe que a bênção de Deus pode fazer com que o pouco se torne muito, e seja muito útil; se Deus amaldiçoar aquilo que tivermos, nós comeremos e não nos fartaremos (Ageu 1.6).

2.Houve tamanha abundância que sobrou: “Levantaram dos pedaços que sobejaram doze cestos cheios”, um cesto para cada apóstolo: assim, aquilo que havia sido doado foi restituído de forma multiplicada. E como eram inteligentes, poderiam fazer com que esta refeição ainda fosse servida outra vez, o que também seria motivo de ações de graças. Este fato teve a finalidade de manifestar e engrandecer o milagre, e mostrar que a provisão que Cristo faz para aqueles que são seus não é pequena e limitada, mas rica e farta; o Senhor concede o pão que nos é necessário (Lucas 15.17), com uma completa abundância. A multiplicação que Eliseu fez dos pães foi semelhante a esta, porém muito menor que esta; e então foi dito: “Comer-se-á, e sobejará” (2 Reis 4.43).

É o mesmo poder divino, embora exercido de uma maneira normal, que multiplica a semente semeada no solo todos os anos, e faz com que a terra produza com abundância. Isso ocorre para que aquilo que foi trazido em punhados seja levado para casa em feixes. Esta é a obra do Senhor: “Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos”. Todas as coisas naturais existem através de Cristo, e é pela palavra do seu poder que elas são sustentadas.