PSICOLOGIA ANALÍTICA

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA: UMA PRÁTICA SILENCIOSA QUE ATINGE MILHÕES

A violência psicológica se trata de um tipo de agressão que envolve, muitas vezes, somente um jogo de palavras duras e difíceis, xingamentos ou ·chacotas”, que vão minando o bem-estar e a autoconfiança.

Violência Psicológica

O conceito do termo violência psicológica, retirado do Conselho Nacional de Justiça, é bem claro: ”Ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal”.

A violência psicológica é um tipo de agressão que envolve, muitas vezes, somente um jogo de palavras duras e difíceis, xingamentos ou “chacotas” que vão minando o bem-estar, a auto­ confiança e o sentido de vida de muitas pessoas.

Essas agressões verbais podem estar acompanhadas por outros tipos de sinais e atitudes como: feições negativas ou reprovadoras do agressor (como uma cara feia, o balançar reprovador da cabeça ou a emissão de algum som lamuriante ou crítico, por exemplo), afastamento e isolamento da vítima como forma de repreensão ou punição, desprezo afetivo ou indiferença do agressor etc.

E, sem que a vítima perceba, num curto espaço de tempo lá está ela se esforçando arduamente em ser e agir como o agressor deseja, com o objetivo de evitar a dor e o desconforto da violência psicológica. Com o passar do tempo, esse mecanismo inútil e sempre insuficiente vai fazendo com que a vítima se sinta cada vez mais incapaz de acertar e agradar seu agressor – que geralmente é alguém muito amado ou admirado, uma figura com alguma relevância e/ ou ascendência em relação à vítima ou alguém de quem a vítima dependa materialmente ou emocionalmente.

É comum que a vítima da violência psicológica passe a se sentir uma pessoa ruim, inferior, alguém que não merece ser amado e deprima diante de todo esforço desenvolvido em vão.

Por mais que se esforce ao máximo, vigiando suas falas e atitudes a cada instante, mais cedo ou mais tarde chega o momento em que ela percebe que todo seu esforço não valeu nada. Seu agressor encontra-se insatisfeito por algum motivo nem sempre conhecido ou revelado e ela está novamente sendo punida por ele.

Esse jogo é muito cruel e insano, pois chega um momento em que a vítima não sabe sequer o motivo de estar sendo punida. E, ao indagar ao agressor, se a vítima tivesse alguma capacidade de discernimento ou percepção da realidade naquele momento de grande conturbação emocional, notaria que muitas vezes nem mesmo o agressor sabe explicar o real motivo da tortura. É um jogo que dá prazer, segurança e/ ou empodera o agressor. Um jogo usado por ele para atingir algum objetivo.

Digo que isso é um jogo porque não se discute abertamente o real motivo das insatisfações e repreensões do agressor. Trata-se de uma forma de manipular, coagir ou coibir a ação da vítima sem que ela mesmo perceba, em muitos casos, o que ocorre. E agradar ou satisfazer o agressor passa a ser o seu maior desejo / desafio. A vítima começa a depender emocionalmente dessa aprovação e sua vida passa a ser norteada por isso. Torna­se prisioneira emocional do agressor e seu bem-estar depende da tão difícil satisfação dele.

Nos casos de violência psicológica, a vítima vive por dias, meses e anos se esforçando a cada segundo para satisfazer seu agressor. E o mais devastador é que por mais que o esforço aumente e o tempo passe, isso nunca consegue ser atingido. Isso vai fazendo com que a vítima se perca dela mesma. Numa tentativa desenfreada de ser e fazer o que ela imagina que o agressor gosta e espera dela, a vítima se anula, se agride e se afasta de todos que se ressentem disso e tentam alertá-la de alguma forma.

Reinventando-se a cada dia, na esperança de que a tortura emocional acabe e ela possa receber um afago ou ao menos um olhar amoroso, a vítima vai se perdendo dela mesma e de todas as outras relações que construiu até ali. Mas nada de positivo vem do agressor, e o deserto na alma só aumenta, podendo levar a vítima até mesmo à tentativa de suicídio. Esse é um jogo velado e enlouquecedor que causa extremo sofrimento a pessoas de todas as idades ao redor de todo o mundo.

Os demais parentes e amigos notam muitas vezes a vítima perdendo seu brilho, suas características pessoais habituais e principalmente sua alegria de viver. Com isso, a vítima da violência psicológica normalmente recebe questionamentos do tipo: estou preocupada com você, pois anda tão triste! Não estou lhe reconhecendo mais, você sempre foi tão segura/ animada, o que você tem? e etc.

Não se trata do gelo que uma mãe dá num filho arteiro a que pretende chamar atenção, utilizando comportamentos inaceitáveis ou proibidos para que ele se emende ou conserte. Trata-se de algo muito mais massacrante, que oprime, subjuga, submete e escraviza. Que enche a vítima de medo. Limita e cerceia suas ações, pensamentos, falas e a faz perder muitas vezes sua própria identidade na tentativa inútil de receber amor, atenção ou aprovação do agressor. Todo o esforço, muitas vezes, se dá pelo fato de a vítima desejar apenas fazer parte, ser incluída num grupo ou relação. Mas o agressor insiste em rejeitá-la como forma de punir, dominar ou controlar.

Esse tipo de violência – a psicológica – pode ocorrer em diversos tipos de relação nos quais uma pessoa (o agressor) possui, de alguma forma, ascendência sobre outra. Seja pela posição social que ocupa ou pela representação afetiva que tem diante da vítima. Pode se dar numa relação conjugal, entre pais e filhos, professores e alunos, entre amigos, chefes e subordinados, mestres e seguidores, cuidadores e pacientes…

É, de todos os tipos de violência, um dos mais devastadores e perigosos que podem ocorrer, já que dificilmente é notado, para poder ser tratado.

CRIME

Por ter consequências devastadoras e muitas vezes irreparáveis, a violência psicológica foi incluída pela Lei Maria da Penha como um tipo de violência. Ela está descrita nesta lei da seguinte forma: Segundo o artigo 7° da Lei n° 11.340/ 2006 são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

II – a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

 Considerada crime, a Lei Maria da Penha prevê penalidades e algumas medidas protetivas de urgência quando se constata a prática desse tipo de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Nos termos desta lei, conforme o Artigo 22, seção II, o juiz poderá aplicar as seguintes penalidades:

I – Suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – Afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

1.aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

2.contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

3.frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – Restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – Prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

A VÍTIMA

Entre crianças e jovens, nas escolas, não é difícil notarmos ofensas ou brincadeiras de mau gosto que têm a clara motivação de submeter e prejudicar determinada minoria de indivíduos. Para sobressair, ganhar destaque, poder ou popularidade podemos ver grupos de alunos vitimizando, humilhando e maltratando os eleitos a vítima. Esses eleitos tendem a apresentar algumas características em comum, como baixa estima, retração social, carência afetiva, além de certa necessidade de agradar os demais. Outros desenvolvem ou intensificam essas características após começarem a sofrer a violência psicológica.

Não somente os casais ou estudantes vivenciam esse tipo de violência. Ela pode ser vista com certa frequência contra crianças, pessoas com deficiência e idosos que dependem de cuidados de outros para viver. Nessa situação, na qual as pessoas se encontram submetidas aos cuidados de outra, a violência pode aparecer sob a forma de impaciência, negligência e nas falas ou atitudes que demostram o peso e o trabalho que elas dão, o que vai minando sua capacidade de viver dignamente e as faz sentirem-se um peso que só dá trabalho e dor de cabeça.

A vítima tende a perder sua capacidade de julgamento e autoavaliação e, por isso, acredita ser o que o outro diz. Reduzindo-se ao produto das críticas e humilhações exacerbadas, sem perceber, por vezes, que aquelas acusações do agressor não dizem respeito a ela e não condizem com a realidade. Dessa forma, sua autoestima se degrada e ela passa a julgar que devia ser melhor, que o agressor, de certa forma, tem razão, passando em muitos casos a se desculpar constantemente e se omitir na tentativa de não dar trabalho ao outro.

As vítimas de violência psicológica são pessoas que normalmente supervalorizam a opinião e o julgamento alheio, principalmente das figuras que exercem determinado poder ou dependência emocional sobre elas. Pessoas sensíveis às críticas e que tendem a querer agradar as pessoas que lhes são importantes e, para isso, abrem mão de suas vontades e necessidades em prol do desejo e satisfação do outro.

DESAFIO

Mas o que parece que a vida deseja dos envolvidos? Qual parece ser o desafio deles?

Diante de adversidades e momentos de dor, somos convidados a reavaliar nossa conduta e a modificar crenças, traços de caráter e atitudes que já não faz sentido mantermos em nossas vidas. A dor nos aponta um caminho inevitável: o da transformação. Ao mantermos condutas e formas de pensar que não fazem mais sentido, surge a dor como um aviso de que algo em nossa estrutura interna ou externa precisa ser modificado. E quando resistimos às mudanças, a dor e a pressão aumentam ainda mais até que a mudança se faça. Não existe outra saída ou caminho.

Parece que somos impulsionados a nos modificar e nos desenvolver a cada dia. E quando emperramos, lá vêm a dor e o sofrimento nos dar um empurrãozinho. Nossas relações e experiências vivenciadas nos levam a disparar novos processos que precisamos trabalhar.

Algumas pessoas têm maior facilidade em modificar estruturas antigas e logo fazem o movimento necessário para acabar com aquele desconforto. Outras, mais rígidas ou temerosas, tentam manter a estrutura antiga até que a dor fica tão insuportável a ponto de ela sucumbir e fazer qualquer movimento que possa aliviar aquela dor.

O fato inegável é que uma vítima acaba sempre atraindo um agressor. E isso ocorre infinitas vezes, até que a vítima se modifique, fortaleça a sua estrutura e consiga sair desse papel. Isso demanda uma árdua e longa jornada, que envolve desde a tomada de consciência do papel que ela ocupa nas relações até o momento em que se empenha em modificar o que é preciso para mudar essa difícil e dolorosa realidade.

Dizem que ninguém muda ninguém. Mas também podemos afirmar que ninguém muda sozinho. Existe sempre uma força que provoca e impulsiona a mudança que se faz necessária. E, muitas vezes, essa caminhada exige o acompanhamento não só de parentes e amigos como de um profissional habilitado a auxiliar nessa travessia. O mais importante na jornada é fazer o movimento para aliviar a dor e deixar de atrair o mesmo padrão de relacionamento abusivo. Pois enquanto não aprendermos a lição necessária continuaremos atraindo para nosso campo pessoas e situações semelhantes. Repetimos o mesmo padrão, inúmeras vezes. Até que de alguma forma possamos perceber isso e nos esforçar para modificar. Enquanto não tomamos consciência e fazemos o movimento preciso, vamos atrair repetidamente a situação dolorosa. Então, por que não transformar a dor em amor?

A RELAÇÃO

Muito difícil uma vítima desse tipo de violência, a psicológica, conseguir alcançar a solução desejada inicialmente – que é agradar o agressor para chegar a uma relação pacífica, respeitosa e sadia. Parece que quanto mais ela muda, mais o agressor se irrita e a reprova. Seja pela falta de clareza do que realmente o agressor deseja ou necessita, seja pela incapacidade pessoal do agressor de conviver bem com alguém, as tentativas são cada vez mais frustrantes e fracassadas.

Em alguns casos, a mudança de atitudes e padrões de comportamento da vítima consegue levar a uma mudança na relação vítima-agressor. Essa parece ser a única saída para esse tipo de caso, já que raramente o agressor se conscientiza de suas ações e das consequências delas sobre o outro, a ponto de modificar o tipo de conduta.

Em muitos casos, esse movimento de mudança só vai ser iniciado depois que a vítima já perdeu as esperanças de conseguir um dia agradar ou ter o respeito e reconhecimento do seu agressor. Nesse momento, suas forças já estão esgotadas e quase sempre ela se encontra num estado de depressão moderada ou grave.

Mas como a vítima consegue se fortalecer a ponto de conseguir sair dessa trama tão difícil? O primeiro passo deve ser um trabalho no senti­ do de se conhecer e se reconhecer tal como verdadeiramente é. Depois de passar por esse jogo massacrante de violência psicológica, a vítima, que normalmente tende a ter baixa estima, perde por completo a capacidade de perceber o seu valor.

Mesmo que outras pessoas próximas notem e a valorizem, ela passou tanto tempo focando e esperando o valor vir do agressor que nem consegue qualificar o reconhecimento dos demais. Parece que o peso da avaliação do agressor oprime e abafa todas as demais avaliações a seu respeito. E por mais que a vítima receba elogios e valor de parentes e amigos, sua autoimagem será sempre afetada pela visão e leitura negativa que o agressor fará dela.

Aprender a gostar de quem é e reconhecer suas qualidades são os primeiros passos. Poder reconhecer suas limitações e falhas e aceitar que, naquele momento, aquilo é o melhor que ele pode ser e fazer vêm em seguida. E aceitar que ninguém erra por maldade ou intencionalmente. Erramos por ignorância ou incapacidade de acertar naquela situação ou circunstância. E quando começamos a desenvolver essa visão acerca de nós mesmos passamos a ter mais compaixão conosco e com o outro e amenizamos o peso da nossa caminhada.

Somos seres humanos, passíveis de erros e acertos, e estamos sempre em construção. E a cada novo dia, vivenciamos novas situações e nos relacionamos com diferentes pessoas, com o objetivo de aprender novas lições.

Outra questão que merece nossa atenção, no que se refere à solução da relação vítima-agressor, é a seguinte: o que realmente precisa ser modificado em mim? E para nos ajudar a achar essa resposta recorremos à pergunta: a serviço de quem devem ser feitas essas mudanças?

Considerando que a vítima dispendeu grande parte do seu tempo tentando se modificar para se tornar algo que o agressor esperava ou desejava que ela fosse, e consequentemente deixar de sofrer a violência psicológica, sua capacidade de discernir o que de fato deve ser modificado nessa relação encontra-se comprometida.

E essa é uma questão crucial, uma vez que é ela quem vai determinar uma estimulação da relação abusiva ou sua extinção. A vítima normalmente precisa de ajuda para trabalhar e modificar em si o que a leva a necessitar do amor e/ ou aprovação do agressor. Esse é um passo importante. Onde ela começa a tratar do mal-estar que sente toda vez que é submetida à violência. Uma vez extinguido o mal-estar da vítima começamos a conseguir que ela se comporte de forma diferente diante das manipulações e maus-tratos de seu agressor.

As mudanças eleitas devem sempre priorizar o bem-estar da vítima e o alívio de seu sofrimento. Devem-se evitar as mudanças que têm como finalidade a evitação do confronto com o agressor ou sua insatisfação.

A vítima, quando chega nesse momento, precisa abrir mão de continuar tentando agradar e fazer parte. A lei deve ser se amar e se poupar de situações dolorosas. E, aos poucos, suas atitudes diante do agressor se modificam e ela passa a dar limites para ele. Com o reconhecimento do seu valor e a aceitação da sua incapacidade de satisfazer o agressor, suas atitudes podem modificar a ponto de fazer com que este procure uma nova maneira de conseguir o que deseja! E, assim, a vítima sai do jogo e o agressor precisa definir se continuará nele ou procurará uma forma sadia de se relacionar.

O AGRESSOR. GERALMENTE, SE SENTE COMO UM SER SUPERIOR

Este normalmente se considera um ser superior. Não tem consciência, sensibilidade e não qualifica o estrago feito. Acha que tem razão nas suas reclamações ou condutas. Sente-se intolerante por conviver com alguém com aquelas limitações e, geralmente, possui um egocentrismo exacerbado e uma vaidade que o faz ter prazer em chamar a atenção dos que estão no entorno. Dificilmente o agressor diz abertamente quais são as situações e comportamentos que, de fato. o incomodam ou que espera da vítima. Tendem a ser manipuladores, arrogantes, controladores e possessivos, buscando sempre que as coisas saiam como desejam, sem que eles, muitas vezes, tenham que pedir. Cobram e punem, como se desejassem que a vítima pudesse adivinhar e realizar suas vontades. E com frequência podemos ver uma necessidade de deter o poder nas relações, utilizando-se do medo que a vítima sente para fazer valer suas vontades e exigências. Algo que precisa ficar claro é que o agressor, tanto quanto a vítima, torna-se refém desse tipo de relação e comportamento. Essa prática não se trata de uma escolha consciente sua e, sim, da forma com que é capaz de lidar com suas questões e dores internas. O agressor não se torna intimamente feliz e realizado com a subjugação e os maus-tratos. Isso torna-se parte de sua patologia e foi apenas a forma que ele encontrou de lidar com suas próprias fraquezas.

NÚMEROS

Uma em cada três mulheres brasileiras sofreu algum tipo de violência em 2016. Esses números fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança. Para se ter uma ideia do grau de insegurança, os dados mostram que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal, um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 10% das pesquisadas sofreram ameaça de violência física. Outro dado alarmante indica que entre as mulheres vítimas de violência 52% se calaram.

LEI MAIS RIGOROSA

Apesar de aumentar a punição para situações de violência doméstica e familiar contra a mulher, a Lei Maria da Penha ainda não conseguiu atender todas as demandas das brasileiras vítimas de maus-tratos, da mesma forma que as individualidades de cada conflito. Uma pesquisa encomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indica que inúmeras mulheres agredidas têm vínculos afetivos com os agressores, o que impede a aplicação da lei nos mais diversos casos de violência.

 

Daniele Vanzan é psicóloga e se especializou em Psicologia Jurídica. Fez a formação como Terapeuta de Vida Passada. Realizou o Curso Introdutório e o Introdutório Avançado de Gestalt Terapia com Crianças. ministrado por Luciana Aguiar. É autora do livro infantil Não Consigo Desgrudar da Mamãe (Editora Boa Nova) e do livro Eu Sou o Rei de Todo o Mundo, que aborda crianças que têm dificuldade de aceitar limites.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.