PSICOLOGIA ANALÍTICA

DOR NA ALMA

Os diversos tipos e níveis de agressão física e psicológica afetam crianças, adultos e idosos. Um problema ainda difícil de solucionar.

Dor na alma

A VIOLÊNCIA NÃO ESCOLHE VÍTIMA

Nem sempre é a mulher que sofre com a prática de maus-tratos. A agressão pode acontecer com uma criança, um idoso e até mesmo com um homem, situação não tão incomum como parece.

Quando o tema é violência, são inúmeros os artigos, vídeos e materiais que abordam a agressão física e sempre contra as mulheres. Porém é preciso perceber que a violência não existe só na forma física, ela pode ser verbal, psicológica e até patrimonial. E a vítima nem sempre é a mulher, pode ser uma criança, um idoso e, por mais estranho que possa parecer, a vítima pode até ser um homem. Neste artigo pretendo mostrar, de forma resumida, esses tipos de violência e abordar, de maneira mais ampla, a violência psicológica em várias percepções.

De modo simplista, define-se como violência doméstica “qualquer ação ou omissão que possa causar lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico, morte, dano moral ou patrimonial”. Parte-se do princípio de que a violência física ou sexual em um relacionamento afetivo sempre é precedida por violências psicológicas ou morais, em forma de críticas, zombarias, ameaças e, quando há uma agressão física, todo esse processo psicológico de agressão já foi desenvolvido. Nesse tipo de definição há sempre papéis estabelecidos do agressor e do agredido, da vítima e do algoz. Porém, eu percebo de maneira mais ampla. Mas, antes de discorrer sobre o modo como percebo essa situação, devo informar o seguinte:

O parágrafo II do artigo 7 da Lei Maria da Penha estipula que “a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ame­ aça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação”.

Aqui já cabe iniciar minha forma de raciocínio. Por lidar há muitos anos com seres humanos, e também com animais, tenho uma percepção bem mais ampla e posso assegurar que, apesar dessa maneira simplista de definição ser, de fato, uma parte da realidade, não o é em sua totalidade. Em primeiro lugar, como já citei e agora definirei melhor, a vítima nem sempre é uma mulher. Conheço muitos casos de idosos, crianças e até alguns homens que passam por muitas situações de humilhações, manipulações, perseguições e até agressões, sejam verbais ou físicas, e isso, em muitos casos, parte das mulheres, ou seja, há também mulheres extremamente violentas com seus pais idosos, seus filhos e até com seus maridos.

Pode-se estender essa violência psicológica feminina também ao mundo empresarial, ou seja, há mulheres que, assim como certos homens, humilham, ameaçam e perseguem seus subordinados. Então, penso que, de início, já se deve excluir essa vitimização das mulheres e definir a violência corno própria dos seres humanos que, em determinadas situações, passam a humilhar, perseguir e violentar seus semelhantes. E isso independe de sexo, educação, classe social ou qualquer outro fator. Simplesmente há, em alguns seres humanos, a necessidade de se mostrar superior ou por autoafirmação ou por algum trauma de infância ou por alguma disfunção, ou seja, qual for o motivo, há um tipo de ser humano que parece sentir prazer em diminuir seus semelhantes.

Essa atitude desequilibrada pode ser reforçada por um alto cargo, é mais comum um grande executivo (ou uma grande executiva) de uma multinacional tratar seus subordinados de forma agressiva. Mas não é uma regra rígida, pode-se encontrar um chefe (ou uma chefe) em cargos menos elevados que também desenvolve agressividade verbal com seus subordinados. Mas na empresa, ou no mundo comercial em geral, o mais comum é que o agressor esteja em um cargo mais elevado, seja ou não de alto escalão, até porque se um funcionário sem nenhum poder dentro da empresa começar a ameaçar, humilhar ou constranger seus colegas, logo será despedido e acabará seu domínio. Então, ao menos no setor comercial, esse tipo de situação depende, quase sempre, de um cargo mais alto. Atenção, não estou afirmando que grandes executivos sejam agressivos ou pratiquem bullying com seus funcionários, apenas estou citando casos isolados, já que a grande maioria dos executivos alcançou sua posição subindo degrau a degrau na empresa e, justo por saber o quanto custa chegar ao topo, em geral trata bem seus subordinados. A exceção aqui vai para o executivo inseguro, que pode ter receio de perder seu cargo. Pode passar então a humilhar, perseguir ou assediar algum subordinado que se mostre tão ou mais preparado do que ele. É raro, mas pode ocorrer.

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DOMÉSTICO

Se no setor empresarial há necessidade de um cargo de chefia para que haja um posicionamento violento ou intimidador, no setor doméstico independe de cargos. Na verdade, é comum que o menos preparado se torne agressivo. Então, em se tratando de um casal com diferenças gritantes de personalidade ou em nível de estudos, pode-se instalar uma disputa entre o casal que poderá culminar em divergências e violência.

Suponhamos que um deles estudou até formar-se numa faculdade, o outro só fez o ensino fundamental – este é um fator de disputa, ainda que inconsciente, entre o casal. Por isso, é possível que o menos estudado se torne o agressor. Mas esse é só um dos pontos, há diversos outros fatores que influenciam essa situação de violência. Há também a hipótese de um ser poliglota, muito letrado, e o outro mal saber se expressar em português (ou em sua língua natal), o que também é um fator que pode desencadear disputa que chega ao extremo da violência, seja verbal ou física. De forma geral, casais que apresentam muita diferença de ideias, ideais, objetivos divergentes, acabam desenvolvendo relaciona­ mentos violentos. Esse é um tipo de mau casamento, que parece fadado ao fracasso, pois falta o básico que é a comunhão de ideias e ideais.

Em meu livro Acontece nas Melhores Famílias, que depois foi reeditado como Distúrbios Familiares, discorri sobre o tema: ”É bom frisar que um mau casamento pode existir em vários níveis, indo desde discussões e bate-bocas (gerados por ciúmes em nível normal, pequenas frustrações etc.) até agressões físicas e/ ou humilhações públicas (geradas por divergências mais graves). O mau casamento pode, entre outras coisas, estar baseado na incompatibilidade de sentimentos (sensibilidade) e/ ou ideias (opiniões / conceitos), na incompatibilidade de gênios e até na incompatibilidade sexual. E tudo isso é sentido e assimilado pelos filhos. Mesmo que o casal evite brigar na presença dos filhos e não deixe transparecer nenhuma divergência, ainda assim o clima de discórdia é captado pela criança. Essa criança, com certeza, se tornará insegura, apresentará problemas de aprendizagem, dificuldades em relacionar-se afetivamente e, em casos mais graves, poderá crescer com aversão ao casamento, à família etc.”.

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VIOLÊNCIA VAI ALÉM

É aqui que quero chegar, a violência tanto verbal quanto física não prejudica somente os envolvidos, geralmente o casal, prejudica também parentes próximos que, em geral, vivem sobressaltados, tentando ajudar a resolver a questão dos atritos, e prejudica, em especial, os filhos que assistem a tudo e, em alguns casos, também sofrem agressões verbais, psicológicas e / ou físicas. Essas crianças acabam sendo uma cópia dos pais, ou se posicionam como vítimas ou como agressoras e podem tornar-se, elas próprias, as próximas agressoras ou as próximas vítimas. Isso acaba sendo um círculo vicioso, ou seja, crianças que crescem em meio à violência dos pais tornam-se adultos ou violentos ou submissos a ponto de imaginarem que precisam ser humilhados ou feridos para merecerem ser aceitos.

Esse é um tema bem complexo, não pretendo discorrer de modo profundo para não fugir do tema principal, mas é necessário pensar de maneira mais ampla sobre a violência, que tem várias formas de manifestação e diversas consequências para os envolvidos tanto direta quanto indiretamente.

A agressividade está ligada, em geral, à possessividade e a vitimização está ligada à submissão. Ambas podem ser originadas por fatores hereditários, de educação, fases mal resolvidas na infância e/ ou adolescência, egoísmo (egocentrismo), insegurança e imaturidade, entre outros, ou seja, uma mescla de todos esses fatores.

Pode-se definir o possessivo crônico como o indivíduo que tem necessidade de se impor, de se auto afirmar diante do outro. Assim, se posiciona sempre no comando, precisa sempre ser bajulado ou cuidado em excesso, e qualquer desvio, ou seja, se não se sentir cuidado como quer e/ou julga merecer, é motivo para gritos, ameaças e outras agressões. Nessa situação, seu companheiro ou companheira, em geral, se posiciona de forma pacífica, submissa, sem força para lutar. A partir daí se estabelece a relação possessiva-submissa, que traz essa sequência de violência já descrita.

Por outro lado, há outros tipos de relação que também costumam desencadear cenas violentas, mas que quase nunca são citados. Uma delas é quando o indivíduo que se torna vítima de violência comporta-se de forma alienada dentro do casamento. Algumas pessoas estão emocional e amorosamente desligadas e desvinculadas do cônjuge, mas permanecem casadas por causa dos filhos ou pelo status que o casamento lhes dá ou por não terem para onde ir. Enfim, há casamentos que se mantêm apenas pelo apego a uma situação e não por amor ou por uma construção a dois.

Há casos (raros, mas existem) de pessoas que se casam por interesse financeiro ou outro interesse qualquer e, desde o início, não demonstram amor pelo outro. Há casos em que, inclusive, um dos envolvidos se posiciona só em primeira pessoa, continua agindo como solteiro(a), parece nem incluir o casamento em sua rotina diária. O outro, geralmente tão apaixonado que não percebe o desinteresse do par, vai se entregando, se esforçando, se sentindo mal-amado até que começa a xingar, exigir, ameaçar e pode até chegar a agredir o parceiro (ou parceira).

Para o mundo, quem grita e agride é o vilão, mas se analisarmos a fundo perceberemos que a vítima é justamente o “agressor” que, de tanto se sentir rejeitado e ignorado, passou a berrar por uma atenção que não existe. Provavelmente, não existirá nunca, independentemente de berros ou ameaças ou carinhos e afagos. Eu conheço casos assim, por sinal, muito próximos de mim. E penso que deveriam constar em análises também, já que são o inverso do que as leis e associações pregam sobre quem é a vítima e quem é o agressor.

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ANTECIPAÇÃO

Há ainda um tipo de violência psicológica que nunca é citado, mas que também bate de frente com esse conjunto de regras estipuladas para definição do que vêm a ser agressor e agredido. É a violência praticada pela vítima antes de sofrer a agressão. Caso da mulher que humilha o marido (ou do marido que humilha a mulher), ridiculariza suas roupas ou seu modo de agir, em casos mais graves busca um(a) amante, enfim, vai praticando uma violência psicológica das mais graves e o outro vai aguentando até que perde a paciência e aqui há dois tipos de reação: ou há uma agressão física com as próprias mãos ou pode haver um crime com armas como faca, revólver etc. Também nesse caso, a vítima é quem aguentou até perder a paciência, embora o mundo julgue-o(a) apenas agressor(a).

Aliás, em se tratando de vítimas e agressores é preciso refletir também sobre o fato de que uma situação desconfortável só tem continuidade se todos os envolvidos estiverem de acordo. Óbvio que se houver crianças, idosos ou inválidos envolvidos essa regra não se aplica, já que são considerados incapazes, dependendo do caso, não têm como se defender ou sair da situação. Mas se a relação de violência se estabelece entre adultos perfeitamente capazes de reagir e sair da relação, e estes não o fazem, estão sendo coniventes e permitindo que a situação se prolongue indefinidamente. Isso é ruim para todos os envolvidos, até porque a tendência é aumentar e se agravar. O que começa com gritos e cobranças pode acabar em agressões físicas e, na sequência, ocorrer até um crime chamado passional, que de paixão não tem nada, como já se pode perceber.

São muitos os tipos de agressores e agredidos, mas penso ter citado os principais. Vamos agora definir as melhores soluções para cada situação.

Voltando ao caso da violência verbal/psicológica na empresa. Se houver abertura para isso, a solução pode ser uma conversa franca com o chefe durão ou, se não houver essa abertura, pode-se procurar um superior e relatar a situação, não havendo nenhuma possibilidade de negociação. O melhor deve ser pedir as contas e procurar uma nova colocação, não necessariamente nessa ordem, já que o mais inteligente será procurar um novo emprego e só sair do atual já recolocado(a). Dependendo do tipo de agressão sofrida, a vítima pode procurar um advogado, entrar com ação indenizatória ou mesmo ir a uma delegacia denunciar o agressor.

Em se tratando da violência doméstica, cada caso é um caso. Quem está vivendo um mau casamento deve, antes de tudo, se autoanalisar, pedir ao companheiro que faça o mesmo e, em seguida, os dois devem conversar longamente sobre suas virtudes, seus defeitos e, acima de tudo, sobre os problemas que enfrentam em seu casamento. Se as brigas são constantes, qual o motivo que as desencadeia; se há incompatibilidades, quais são. Enfim, deve haver um diálogo franco e definitivo. Se o casal chegar à conclusão de que está em atrito apenas por ciúmes em nível normal, alguma frustração simples, enfim, algum motivo de fácil solução, bastarão tolerância, compreensão e respeito mútuos (cada um concedendo um pouco) para transformar um mau num bom, talvez ótimo, casamento. Nesse caso, a ajuda de um terapeuta poderá agilizar em muito a reaproximação do casal.

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MOTIVO

Em relação à violência, é preciso analisar a fundo o motivo que faz com que ela ocorra. Se a violência está em nível inicial, ou seja, ocorreu apenas uma ou duas vezes, é possível o casal dialogar, procurar uma boa terapia de casal e seguir sem mais problemas. Porém, se a violência já está instalada e as cenas, sejam agressões verbais sejam físicas, são frequentes, a atitude mais correta é o divórcio. Mas aqui também vale lembrar que o divórcio deve ser consciente e amistoso, pois um divórcio inconsciente, cheio de acusações, ameaças, brigas, geralmente usando os filhos como armas e/ ou escudos, não só faz mal ao casal como também gera crianças problemáticas, com graves distúrbios psicológicos, com problemas de aprendizagem e, na tentativa de reaproximar os pais, crescem anulando-se e acabam buscando para si uma relação contrária à de seus pais, ou nunca se casando ou procurando o casamento indissolúvel, o nunca se divorciar, o que nem sempre é a melhor solução.

O divórcio consciente é aquele em que o casal conversa muito, coloca todas as “cartas na mesa”, discute prós e contras e decide junto que a separação física é a melhor solução. O que não os impede de continuarem amigos ou, ao menos, manterem um clima amistoso e verdadeiro. Os filhos não necessitam acompanhar todo o processo do divórcio, mas, de acordo com a idade e maturidade, podem ser comunicados e esclarecidos sobre o que está ocorrendo na família e precisam sentir-se amados, protegidos e, acima de tudo, desvinculados da relação/ separação dos pais. Ou seja, é preciso deixar claro para a criança que, casados ou divorciados, juntos ou separados, seus pais continuam amando-a, cuidando e amparando-a em todos os momentos. Aconteça o que for, o pai será sempre pai, a mãe sempre mãe. Se os filhos forem bem preparados diante da situação, mesmo que se sintam um pouco inseguros no início do processo, certamente superarão a fase e se tornarão crianças felizes, seguras, sem nenhum problema afetivo ou de aprendizagem. E crescerão sabendo que os adultos podem errar, reconhecer erros, recomeçar, que casamento não é um mal incurável e é possível até casar-se mais de uma vez até encontrar a pessoa certa para si.

Em todos os tipos de relação submissa-possessiva é aconselhável procurar terapia. Costumo sempre afirmar que quem precisa de terapia é a relação do casal, é o casal e não apenas um ou outro. Não adianta afirmar que o agressor é desequilibrado e o agredido é coitadinho, ambos precisam de terapia para se reequilibrarem e se posicionarem de forma mais sólida e centrada diante da vida e das relações. No caso do(a) possessivo(a), na maioria das vezes necessita de alguns anos de terapia para conseguir perceber seus erros e se posicionar de forma mais maleável numa relação. Seu parceiro, no caso o controlado, também precisa de terapia para ter consciência de que dificilmente será amado pelo controlador da forma como imagina que será amado se for “bonzinho” e “obediente”. Na verdade, tanto controlado quanto controlador necessitam de uma boa terapia e precisam conscientizar-se de que se relacionando um com o outro estão reforçando seu problema. O ideal é que procurem parceiros que os ajudem a libertar-se desses vínculos, ou seja, o possessivo necessita de alguém compreensivo, amoroso, mas que tenha uma forte personalidade, alguém decidido que saiba impor limites para a relação e saiba inclusive colocar um ponto final e definitivo na relação, pois a separação definitiva provoca reflexões e crescimento.

Dessa forma, o possessivo, ao longo dos anos, irá “se melhorando”, ainda que para isso precise passar por muitos relacionamentos com várias pessoas de forte personalidade. O controlado (submisso), por sua vez, necessita de alguém extremamente seguro que o incentive a mostrar-se, soltar-se, tomar decisões, que o faça enxergar que de submisso ele não tem nada. Enfim, que o “liberte”. Que mostre o real sentido do amor que, por si só, já transmite segurança. É bem mais fácil para o controlado se reestruturar, geralmente encontra realização plena num segundo casamento, enquanto que o controlador precisa de várias relações e/ ou casamentos para reestruturar-se.

LEI MARIA DA PENHA MODIFICA O CÓDIGO PENAL E PROTEGE AS MULHERES

Lei Maria da Penha é o nome dado a uma legislação brasileira que assegura proteção às mulheres contra qualquer forma de violência doméstica, seja física, psicológica, patrimonial ou moral. A Lei nº 11340, sancionada em 7 de agosto de 2006, modificou o Código Penal brasileiro, fazendo com que os agressores sejam presos em flagrante ou que tenham a prisão preventiva decretada caso cometam qualquer ato de violência doméstica preestabelecido pela lei. Outra mudança significativa que a Lei Maria da Penha trouxe foi a eliminação das penas alternativas para os agressores, que antes eram punidos com pagamento de cesta básica ou pequenas multas. O agressor também pode ser condenado a três anos de reclusão, sendo que a pena é aumentada em um terço caso o crime seja praticado contra uma pessoa portadora de deficiência. Todos os crimes que se enquadram na Lei Maria da Penha deverão ser julgados pelos Juizados Especializados de Violência Doméstica contra a Mulher que foram criados a partir dessa legislação. Pode ser aplicada, também. para casais homoafetivos formados por duas mulheres ou transgêneros (que se identificam com o gênero feminino).

TERAPIA DE CASAL

Trata-se de uma modalidade clínica de atendimento cujo intuito é promover melhor qualidade de vida para os membros do casal e, consequentemente na dinâmica familiar. A terapia de casal busca colaborar com a solução dos conflitos e abre espaço para uma comunicação mais reflexiva e assertiva, compreendendo a expectativa de cada um e o que fazer para alinhá-las. O psicólogo tem o papel de intermediador entre o casal, ampliando o diálogo e a visão de mundo de ambos.

 ESTATÍSTICAS

Apesar da criação da Lei Maria da Penha. que ajuda muito no combate à violência doméstica. os números recentes assustam. Pelo menos sete mulheres morrem todos os dias vítimas de violência no Brasil, estatística que coloca o país em quinto lugar no ranking entre os que mais cometem feminicídio no mundo. Um número altíssimo. Ainda há desafios, como o atendimento especializado às vítimas, muito deficiente, e a necessidade de aumentar a conscientização sobre o que é violência doméstica.

 

Lou de Oliver é psicopedagoga psicoterapeuta especialista em Medicina Comportamental. Detectora/defensora da dislexia adquirida, precursora da Multiterapia, introdutora da brinquedoteca aliada à aprendizagem e criadora da Multiterapia do Equilíbrio Total/Universal. https· //loudeoliver.com

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.