PSICOLOGIA ANALÍTICA

EU E O UNIVERSO

A interação entre os ambientes externo e interno, mediada por processos sensoriais, cognitivos e afetivos, lhes permite entrar em contato com o que os cerca e apreender informações    fundamentais.Eu e o universo

A consciência ainda é um enigma. Nem mesmo sofisticadas técnicas de imageamento cerebral puderam desvendar seu substrato orgânico.

Embora nas últimas décadas a neurociência tenha novas revelações sobre alguns dos mecanismos essenciais do funcionamento do cérebro humano – da memória à percepção, da linguagem às emoções –, pouco esclarece sobre o fenômeno da consciência. O modo como determinados processos físico-químicos podem dar origem, no âmbito dos neurônios, a experiências como alegria, dor, dúvida, fé, desejo e felicidade permanece um mistério.

Para não incorrermos em aporias, poderíamos definir a consciência como a síntese espaço temporal da experiência subjetiva. Em suma, a condição essencial dos processos psíquicos. Essa definição, no entanto, não é válida para todas as culturas. De acordo com o psiquiatra e pesquisador italiano Bruno Callieri, nas línguas africanas, por exemplo, não há um termo que se aproxime do conceito ocidental de “consciência”; nas culturas indianas, esse termo indica uma minúscula qualidade individual diante do Onisciente; na civilização islâmica, indica o conhecimento do que é íntimo, inapropriável, inacessível. Os significados do termo são, portanto, diferentes e inúmeros. Com o trabalho de gerações de pesquisadores, há mais de um século, a psicologia científica tenta solucionar essa matéria fascinante e controversa. Entre a segunda metade do século 19 e os primeiros anos do século 20, as pesquisas de Wilhelm Wundt, William James e outros resultaram, na Europa e nos Estados Unidos, no nascimento dos estudos sobre a consciência, que na época pertenciam à esfera da anatomofisiologia cerebral, e que hoje poderíamos identificar, com boa aproximação, com a área da neurociência.

Por vários motivos, até quase toda a primeira metade do século 20 os programas de pesquisa sobre o assunto foram ofuscados pelo behaviorismo, o paradigma que tinha exclusividade de estudo sobre o comportamento. Para os que sustentam essa corrente de pesquisa, a psicologia deve limitar-se ao que é observável. O que a isso não corresponde pode ser considerado expressão da denominada “caixa-preta”. Fundado por John B. Watson, o behaviorismo – cujo expoente mais conhecido é Burrhus Frederic Skinner –  estuda as leis do aprendizado e os relativos comportamentos, de acordo com o princípio estímulo-resposta; e foi predominante nas psicologias americana e europeia durante muito tempo.

REVOLUÇÃO COGNITIVA

Entre as décadas de 50 e 60, com as incertas bases epistemológicas de um paradigma que não consegue estabelecer invariáveis ou regularidades da mente ao deduzi-las apenas do comportamento, tampouco pode explicar aspectos essenciais da vida de relação humana e animal, surge a revolução cognitiva. Embora dividida em tendências e orientações diferentes, como a computacional e a conexionista, enseja o nascimento das ciências cognitivas, cujo objeto de estudo são os conteúdos cognitivos.

A ideia fundadora do cognitivismo é que o modelo behaviorista não tem como dar conta da complexidade dos processos mentais. Para desvendar o funcionamento da mente, é preciso considerá-la como um sistema de elaboração e processamento das informações (human information processing). Nos Estados Unidos e na Europa, o impacto das ciências cognitivas foi forte a ponto de ofuscar as pesquisas sobre a consciência, considerada mais como dilema filosófico que objeto de indagação científica. Logo um modelo da mente como global workspace, proposto pelo neurobiólogo Bernard Baars, do Instituto de Neurociências de La Jolla, na Califórnia, foi ganhando espaço: seria uma espécie de triagem central das informações, em que é possível estudar o nas- cimento de uma percepção, o funcionamento da memória, os mecanismos de uma emoção e muito mais. Além disso, as pesquisas em neurociência – que começavam a valer-se de novas técnicas de observação das estruturas e das funções do cérebro – possibilitaram não apenas levantar a hipótese de correlações entre comportamentos observados e eventos mentais, mas estabelecer padrões específicos da estrutura das funções cerebrais, como foi apresentado em 1994 pelo psicólogo da Universidade Stanford Stephen Kosslyn.

As novas técnicas de imageamento cerebral (fMRI – ressonância magnética funcional, PET – tomografia por emissão de pósitrons etc.), que fazem uma reconstrução tridimensional do cérebro do paciente vivo, permitem hoje a análise de lesões enquanto a observação comportamental ou cognitiva está em andamento.

Apesar dos espantosos progressos rumo a uma física das representações da mente e das tentativas de preencher a distância entre neurônio e pensamento, a pergunta ainda está aberta: o modelo neuronal tem condições de resistir à prova da vivência? É justo duvidar. Inúmeras evidências acumuladas pela neurociência, de fato, deixam enormes lacunas. A ponto de sugerirem que ainda estamos muito distantes da compreensão do aspecto fundamental da vida do homem: a vivência. Com efeito, mais que estabelecer suas bases, os correlatos neuronais ou um improvável centro, a verdadeira aposta do estudo da consciência é compreender o que torna possível esse fenômeno único no universo, o que seria, afinal, compreender o significado de ter uma experiência ou uma vivência.

Mas o que é uma vivência? E que relações tem com a consciência? Da tradição fenomenológica, a vivência – ou seja, a experiência imediata e primária do mundo dos significados, própria do indivíduo em sua unicidade – representa o ponto crucial. Na medida em que é experiência original, está sujeita às categorias do pensamento consciente e às “operações ocultas” da consciência intencional. Suas características fundamentais são as de uma estrutura de sentido aberto: histórica, transitória, nada unitária.

Com um movimento teoricamente brilhante – que se apoia na dicotomia freudiana entre consciente e inconsciente –, Merleau-Ponty distingue, no início dos anos 60, a intencionalidade da consciência perceptiva (ativa) e a intencionalidade da consciência intelectual (puramente reflexiva). Essa representação da experiência consciente se afasta sensivelmente daquela de conteúdo mental como concebido na philosophy of mind de tradição anglo-americana – defendida no trabalho de Daniel Dannett, do Centro de Estudos Cognitivos da Universidade Tufts, em Massa- chusetts, e de John Searle, da Universidade da Califórnia em Berkeley – em que o “mental” é incapaz de olhar e explorar a si mesmo.

EM SINTONIA

Essa posição trai secretas solidariedades com o subjetivismo (e o solipsismo) daqueles filósofos que pensam que a consciência só existe em nossa cabeça e que a vivência é lógica e empiricamente irredutível a uma função neuronal.

Mas a consciência não está na cabeça, como dizia o filósofo e neurocientista chileno Francisco Varela. Talvez seja, isso sim, a condição de possibilidade desta. Ou seja, a consciência vive na relação com o corpo e com o mundo. O cérebro (o “tear encantado”, como poeticamente o definiu o neurofisiologista Charles Sherrington) integra e coordena as atividades sensoriais e motoras, a fisiologia da vida vegetativa e assim por diante. Esse esquema incorpora de modo completo e simultâneo fatores e fenômenos essenciais, internos e externos (o cérebro à musculatura, ao aparelho esquelético, ao intestino, ao sistema imunológico, aos sistemas hormonais), numa relação que faz de nossa mente um ponto de conexão entre o ambiente exterior e o interior. Além disso, se recusarmos a ideia da racionalidade como princípio fundamental da mente – ou seja, da existência de uma relação do tipo recipiente/conteúdo que faz do psiquismo um lugar e da mente, um recipiente com alguns conteúdos – ficará evidente que a consciência não é um lugar fechado. Portanto, não deveríamos mais nos perguntar como alguma coisa entra ali vinda de fora, mas de que modo a consciência se abre ao mundo exterior entre o si e o fora de si, dado que ela, desde sempre, está do lado de fora de si própria, conforme demonstrou em sua obra o filósofo francês Paul Ricoeur.

A consciência está em forte sintonia com o ambiente, como evidenciam determinadas deformações induzidas por elementos externos (por exemplo, substâncias psicotrópicas) ou com a modificação voluntária de nosso estado de consciência, independentemente da situação em que nos encontramos (recolhendo-nos e concentrando-nos, como na meditação transcendental). E mais: é até mesmo possível admitir tanto a atitude espontânea de transformação da consciência quanto a capacidade de passar “naturalmente” de um estágio a outro não condicionado pelo ambiente. Isso torna ainda mais plausível a ideia de que uma larga parte de sua base seja pré-reflexiva, não conceitual, pré-noética, afetiva.

Portanto, haveria fundamento na afirmação do neurocientista António Damásio de que a consciência se inicia como um sentimento. Não no sentido de alguma coisa claramente perceptível – assim como qualquer percepção (visual, auditiva, olfativa, gustativa ou tátil) –, mas como uma expressão concomitantemente poderosa e elusiva, inconfundível e vaga, que se revela por meio de sinais não verbais do corpo, solicitados pelas regiões cerebrais que, em sua maioria, se situam nos núcleos subcorticais do tronco encefálico, do hipotálamo, do prosencéfalo basal e da amígdala. As bases neuronais de tais dinâmicas, de fato, estão em intensa relação de coimplicação com as mudanças biológicas ligadas ao estado corpóreo e ao estado cognitivo. Esse território sustenta uma tonalidade emocional mutável que se transforma em categorias, elementos distintos e sequências de raciocínio: em breve, nas clássicas unidades descritivas da mente.

No entanto, há que perguntar que espaço de investigação e reflexão haveria para uma fenomenologia da consciência que não correspondesse à tentativa de naturalização ou de subjetivação, que coloca a intencionalidade na consciência. Aqui é evidente a exigência de uma postura epistemológica e de um método que investigue os nexos conceituais e as estruturas de conexão entre dois âmbitos aparentemente irredutíveis entre si. O ponto fundamental, em outros termos, é o de uma nova aliança entre o “fenômeno lógico” e o “biológico” que se alimente de desafios, de diálogos e até mesmo de tensões, num horizonte de reciprocidade entre conhecimento científico e conhecimento fenomenológico da mente. Dessa forma, os dados imediatos da experiência e os modelos neuronais – ambos submetidos a rigorosas validações – podem se tornar elementos de um discurso comum sobre as “regularidades da experiência humana”.

De modo esquemático, poderíamos retomar a discussão de três esferas da consciência, essenciais e de interesse comum: a atenção, a estrutura temporal da consciência, o campo da consciência. Ora, se é verdade que a consciência pode estabelecer um diálogo consigo mesma e ter acesso à autonomia de sua organização em sua relação com o corpo vivenciado, ainda as- sim não devemos confundir o ser consciente com seu campo de consciência. A modalidade do ser consciente, com efeito, decerto se articula com a estrutura fundamental do campo da consciência, mas a excede bastante. Trata-se, portanto, de estudar o emergir do eu e aquilo que funda sua historicidade. Naturalmente, o eu é aqui entendido não como espectador, mas como ator que toma forma numa dinâmica ascendente por meio dos diversos graus constitutivos da consciência, até o ordenamento mais elevado do campo da presença humana.

Em definitivo, as pesquisas dos processos neurobiofisiológicos são parte essencial de uma fenomenologia da consciência. Todavia, para ela concorrem com igual importância e significado dois aspectos da vida da consciência: a própria “história de vida no mundo” (ou seja, a do indivíduo que toma posição, avalia, escolhe e se confronta consigo mesmo e com os outros) e o psicobiológico atual (a experiência do momento). Se considerarmos essas premissas, talvez seja possível superar as radicalizações naturalistas e metafísico-subjetivistas que barram o caminho ao conhecimento da esfera mais complexa e fascinante do humano.

 AS ESFERAS DA CONSCIÊNCIA

1 – ATENÇÃO

Essa capacidade pode ser entendida como a base do mecanismo consciente. Os estudos de imageamento cerebral identificaram redes neuronais que podem representar plausivelmente o substrato de funções essenciais para uma distinção entre eventos cognitivos conscientes e inconscientes. Essas evidências indicam que os mecanismos da atenção se constituem como uma sequência distinta de processos mentais, não localizáveis nem em poucos neurônios nem em um conjunto neurofuncional do cérebro. Desse ponto de vista, a atenção representaria um aspecto essencial da consciência, ou seja, da capacidade de voltar a consciência para determinado estímulo, objeto, fonte perceptiva. Esse conceito remete, muito de perto, ao da intencionalidade, segundo o qual a consciência sempre se dirige para alguma coisa. Como William James, Wilhelm Wundt e Théodule Ribot já haviam intuído, a atenção é o indicador da unidade funcional na coordenação geral da vida de relação. Ou seja, ela expressa uma orientação eletiva de atividade, que implica fenômenos de ativação e inibição sistemáticos, em diversos níveis neuronais. Altos níveis de atenção exigem graus elevados de integração: ou seja, de unificação e individualização da atividade. Isso significa que a atenção, como atividade geral e formal, não existe: ela só existe como formação constante da consciência, direcionamento consciente rumo a alguma coisa.

2 – ESTRUTURA TEMPORAL

A temporalidade é a condição de possibilidade da experiência. Embora os neurocientistas cognitivos insistam em considerar de interesse predominante o diferencial diacrônico entre um evento neural e um evento cognitivo, é preciso dizer que a estrutura temporal é a expressão de uma integração cerebral difundida e extremamente complexa. A consciência, de fato, é presença, aqui e agora, vivenciada de cada acontecimento, campo de presença que “contém” o tempo e integra pulsões, emoções e instintos numa “estrutura temporal” que exige a constante “presença do sujeito”.

Em plena atividade e num estado normal de vigília, a consciência é um processo de mudança perpétua de perspectivas que supõe uma estrutura “facultativa” e uma “disponibilidade” de propriedade do sujeito e que implica uma dinâmica vertical de “campo” temporalmente determinada, como demonstrou Maurice Merleau-Ponty em 1964. Nesse sentido, pode-se falar de um “estado normal de vigília”: ou seja, de um estado de clareza entre o sono e a hipervigília, que favorece a possibilidade especificamente humana de encetar um diálogo consigo mesmo, numa perfeita consciência situacional e/ou, também, numa percepção crítica da própria doença. Nesse aspecto revela-se extremamente importante o estudo clínico dos distúrbios da consciência nos pacientes “amnésticos”, nos quais a alteração da “estrutura temporal” da consciência – a memória e a orientação, entre outros – corresponde à desestruturação de áreas cerebrais definidas.

3 –  CENTRO E MARGEM

A tradição fenomenológica aborda o campo da consciência articulando a distinção entre um ponto central e áreas periféricas. Em seu significado e em suas dimensões, trata-se de uma estrutura momentânea, transitória, sincrônica que permite o emergir e o constituir-se da consciência a partir de uma protoexperiência que brota da tensão entre a pulsão e o objeto. É desse modo que o sujeito se abre para o mundo com uma orientação e um significado que marcam essa relação intencional. A essa “consciência constituída” – que afinal é a estrutura que invariavelmente dá forma à relação do eu com o mundo – corresponde uma tripla estratificação funcional: a) a possibilidade de abrir-se para o mundo e nele orientar-se; b) a capacidade de distribuir o espaço vivenciado conforme o que pertence ao sujeito ou ao mundo dos objetos; c) a faculdade de deter (e preencher) o tempo como “espaço de tempo” que constitui o presente. Essa faculdade deve ser entendida como uma intencionalidade consciente que permite explicitar histórica, axiológica e verbalmente os acontecimentos e o sentido de si, como ser problemático na (e mediante) sua própria formulação.

ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO

Para as ciências da mente, tudo que experimentamos resulta da perspectiva de cada um. Segundo a neurociência, o que sentimos e vemos é consequência de sinais elétricos interpretados pelo cérebro; para a psicologia, resulta também de nossas experiências e do somatório e da interação entre a realidade objetiva e subjetiva.

Nossos sentidos captam os estímulos do mundo externo, mas é o cérebro, com suas complexas operações internas, que os decodifica. Embora nossas sensações pareçam precisas e confiáveis, elas não reproduzem necessariamente a realidade física do mundo exterior. Naturalmente, muitas experiências do dia a dia refletem estímulos físicos que enviam sinais ao cérebro, a “máquina” responsável tanto por interpretar informações captadas pelos olhos, ouvidos, pele e outros órgãos dos sentidos como por produzir sonhos, delírios e lapsos de memória. Em outras palavras, real e imaginário compartilham a mesma fonte física. Desse ponto de vista, a famosa lição de Sócrates “só sei que nada sei” faz todo o sentido.

A ilusão óptica, por exemplo, tornou-se uma ferramenta útil para os neurocientistas: ela ajuda a entender as complexas operações do sistema visual. Esse fenômeno é conhecido desde a Antiguidade.

Muito antes de os cientistas estudarem as propriedades dos neurônios, artistas e ilusionistas já criavam várias técnicas para enganar o cérebro, como fazer uma tela plana parecer tridimensional ou converter uma série de pinceladas em uma natureza-morta.

Os efeitos ópticos podem ser definidos pela desconexão entre realidade física e percepção subjetiva de um objeto ou evento. Quando experimentamos uma ilusão desse tipo, podemos ver algo que na realidade não existe (ou o contrário). Esse fenômeno demonstra, portanto, que o cérebro pode deixar de recriar o mundo físico em diversas situações. Ao estudar essas “falhas”, é possível aprender quais mecanismos ele utiliza para construir a experiência visual.

Claridade, cor, sombreamento, movimentação dos olhos e outros fatores influenciam de maneira decisiva o que “vemos”. Assim como um pintor consegue criar um efeito de profundidade em uma tela plana, nosso cérebro baseia-se em informações que chegam de nossas retinas, essencialmente bidimensionais, para formar as ilusões de óptica. Estas nos mostram que a profundidade, a cor, o brilho e a forma não são conceitos absolutos, mas sim experiências relativas, subjetivas, geradas por circuitos cerebrais complexos. Isso não ocorre apenas no campo das experiências visuais: a sensação de “vermelho”, a aparência de “quadrado” ou emoções como o amor e o ódio são estímulos que resultam da atividade elétrica de nossas células neurais.

No filme Matrix, o personagem Morpheus pergunta ao protagonista Neo: “O que é real? Como você o define? Se estamos falando sobre o que você sente, o que cheira, o que prova e vê, então a realidade é constituída simplesmente por sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro”. Em certo momento da trama, Neo retorna de um mundo de sonhos (Matrix) para a “realidade”, mas seu cérebro (assim como o nosso) continua construindo sua experiência subjetiva, que por vezes se iguala ao mundo concreto. Ou seja: todos nós vivemos, de certo modo, em uma “matrix” criada por nosso cérebro. Por um lado, podemos pensar que se trata de uma prisão. Por outro, porém, essa perspectiva abre a possibilidade de nos descolarmos do que estamos tão acostumados a chamar de “realidade”. E considerar não só que universos (internos e externos) estão em constante transformação, mas também que o mundo depende dos olhos de quem o vê – e, portanto, pode ser transformado de dentro para fora.

 

MAURO MALDONATO – é psiquiatra e filósofo italiano, professor da Universidade de Basilicata. É coautor de Na base do farol não há luz: cultura, educação e liberdade (Sesc, 2017), autor de Da mesma matéria que os sonhos: sobre consciência, racionalidade e livre-arbítrio (Sesc, 2014), Passagens do tempo (Sesc, 2012), Raízes errantes (Editora 34, 2004), entre outros.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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