GESTÃO E CARREIRA

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Gestores que apostam em estratégias para crescer ganham maior vida útil no mercado e se tornam cada vez mais competitivos.

Planejamento estratégico - vencendo os desafios diários

VENCENDO OS DESAFIOS DIÁRIOS

Assim como é importante planejar a vida sobre como e onde morar, quando engravidar e até mesmo a qual patamar profissional se quer chegar, é fundamental também planejar a organização de uma empresa. Um bom gestor sabe o caminho que quer seguir e os obstáculos que deverá ultrapassar para conquistá-lo. Não bastam apenas planilhas e documentos, também é necessário esforço da equipe e vontade única de crescer.

Muitos planos estratégicos definidos no início de cada ano não saem do papel e isso, segundo especialistas, demonstra falta de planejamento e foco por parte do gestor ou do corpo diretivo da empresa. O mesmo aplica-se a empresas que focam apenas na participação de mercado, esquecendo que o que a mantém é o lucro.

Para o consultor empresarial Celso Bernardi, empresas que não possuem cultura de planejamento estratégico dificilmente colocam em prática os projetos definidos para crescimento. “Entre os problemas enfrentados por empresas que não conseguem efetivar as estratégias de crescimento estão falta de qualificação da diretoria, falta ou deficiência na elaboração do orçamento empresarial, amarrado às estratégias, e falta de dedicação de tempo para soluções de problemas de rotina’, diz Bemardi, que complementa: “Também podemos dizer que a falta de atenção aos aspectos estruturais do negócio pode contribuir, e muito, para o insucesso das estratégias”.

De acordo com o especialista, é preciso que o gestor disponha de muito trabalho e disciplina para efetivar as ações programadas. “Estratégia é para o alto comando da empresa, pois normalmente implica em mudança de cultura na gestão dos negócios, melhoria da governança e entendimento do mercado. Não se deve deixá-la nas mãos de colaboradores sem a devida orientação”, comenta Bernardi.

A partir do momento em que o empresário opta por executar o plano estratégico da empresa, existe a necessidade do auxílio de profissionais especializados no tema. “Eles devem ter vivência e experiência em desenvolvimento de planos estratégicos, dada a complexidade do processo, além de domínio de técnicas adequadas e capacidade de mediação de conflitos pontuou o consultor empresarial. A efetiva prática das estratégias pode representar uma mudança muito grande no posicionamento da empresa perante o mercado. Essa é a diferença que normalmente falta às empresas para continuarem competitivas”, completa Bernardi.

Outra questão apontada pelos especialistas é a falta de análise de custos. Quem consegue gastar menos e produzir mais garante lucratividade e rentabilidade de capital.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) orienta as empresas para que respondam a três questões principais para que o planejamento estratégico seja elaborado, são elas: Onde estamos? Para onde queremos ir? E como chegar lá?

De acordo com o órgão, para que haja a materialização das estratégias, a empresa deve criar um comitê interno de acompanhamento que efetivará o detalhamento do planejamento e o colocará em prática.

PLANEJAMENTO É A CHAVE

O consultor financeiro André Gracia aponta que um dos fatores que dificultam a implementação de estratégias dentro de uma empresa é a falta de planejamento. “Muitas vezes a questão é cultural. O ato de planejar não está inserido totalmente nas rotinas das empresas. Não há um costume em se fazer isso, mesmo porque muitas empresas não têm claros quais são seus objetivos”, explica.

Segundo ele, o objetivo do planejamento não é apenas gerar lucro. “Sabemos que toda empresa precisa de lucro para se manter em atividade. Mas quando falo que a empresa não tem seus objetivos claros, quero dizer que a empresa não sabe para onde ela quer ir, e é isso que torna difícil traçar qualquer estratégia”, afirma.

De acordo com Gracia, as pessoas envolvidas no planejamento devem conhecer ferramentas capazes de desenhar o cenário atual da empresa e criar o cenário futuro. “Neste momento é fundamental a direção da empresa ter conhecimento de ‘aonde ela quer chegar.’ Sem essa informação é muito difícil nortear qualquer ação. Esse norte normalmente é dado pela missão, visão e valores da em presa”, comenta.

As metas de uma organização, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, contribuem para que sua função no mercado fique mais clara, além das características do trabalho oferecido que a coloca à frente da concorrência. De acordo com especialistas, a missão de uma empresa é definida pelos caminhos que ela oferece seus produtos e serviços, e a visão orienta o processo de criação desse caminho, que deveria ter sido estabelecido no planejamento estratégico.

ESTRATÉGIA IMPLEMENTADA. E AGORA?

Muitos gestores acabam perdendo o foco após a implementação do plano estratégico, fazendo com que a empresa deixe de alcançar as metas e de colocar os valores em ação, perdendo em competitividade e qualidade dos produtos.

O consultor empresarial Celso Bernardi lista duas grandes lições sobre estratégia para empresas. “Primeiro, sem planejamento a empresa fica totalmente sujeita a variações, riscos e oportunidades de mercado e, segundo, a definição de estratégias é somente o primeiro passo para qualquer empresa que queira ser competitiva no mercado. O passo mais importante é a implementação das ações para execução das estratégias definidas”, explica.

Isso é válido também para a redefinição das estratégias, ação necessária ao longo do ano. O mercado está em constante mudança e, da mesma forma, as necessidades dos consumidores e fornecedores são atualizadas continuamente, exigindo revisão interna dos objetivos e metas.

COMODEFINIR ESTRATÉGIA?

O consultor financeiro André Gracia explica que planejamento estratégico, segundo a literatura, são planos de ação que deverão levara empresa a atingir os objetivos desejados. “Porém, para que esse planejamento ocorra, se faz necessária uma série de conhecimentos”. De acordo com ele, planejar nada mais é do que fazer a programação dos planos de ação que deverão ser realizados. “Fazer estratégia é claro que irá diferenciar sua empresa no mercado completa.

O especialista explica que o planejamento estratégico deve ser programado pensando-se no futuro. Para isso, segundo ele, as pessoas precisam saber analisar o ambiente interno e externo da empresa.

Gracia aponta a ferramenta Matriz Swot como essencial para aplicabilidade das metas. O termo, em inglês, significa Strenghts, W’eaknesses, Opportuniities e Threats, ou seja, Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. A finalidade do processo é detectar pontos fortes e fracos da empresa, tornando-a mais eficiente e competitiva, sem deficiências. “As pessoas precisam ser criativas em cruzar as informações das oportunidades e ameaças (ambiente externo) com os pontos fortes e fracos da empresa (ambiente interno) e definir ações ofensivas (aproveitando oportunidades e pontos fortes) e ações defensivas (se defender das ameaças)”, comenta Gracia.

A estratégia pode ser definida para alguns como um processo longo, cheio de datas, cronogramas e objetivos que engessam a empresa, por outro lado, muitos gestores enxergam o planejamento de metas como oportunidades de melhoria e como o caminho certo a seguir. “Devemos esclarecer que estratégia não é apenas isso. Hoje, ela precisa ser flexível, mesmo com a exigência de um cronograma e objetivos, pois sem eles é difícil medir se o que era esperado foi alcançado”, explica o especialista. Mas estratégia também é pensar e criar valor para o cliente, se diferenciar do mercado, reforçar o posicionamento da empresa, ou até mesmo redefini-lo, aponta Gracia.

De qualquer forma, segundo o consultor, planejar estrategicamente é ter a oportunidade de tirar a empresa de uma posição de reação para tentar antecipar as mudanças do mercado e superar as regras da competição.

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Fonte: Revista Gestão & Negócios – Edição 97

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.