PSICOLOGIA ANALÍTICA

ESCREVER PARA CURAR A DOR

Escrever para curar a dor

Registrar de forma orientada experiências traumáticas pode auxiliar as pessoas a refletir sobre si e a superar a dor da perda. Segundo estudo publicado no Journal of Paliative Medicine, a “escrita terapêutica” ajuda o paciente a descrever detalhes de experiências negativas, explicitar sentimentos, colocar os fatos em ordem cronológica e estabelecer nexos. O artigo se apoia na ideia de que descrever os próprios sentimentos e emoções em uma narração coerente dos fatos tem utilidade em situações específicas, como elaborar o luto da morte de uma pessoa querida. Para medir a eficácia da técnica, os pesquisadores avaliaram os pacientes deprimidos depois de esses voluntários terem passado por uma perda significativa e pediram que registrassem regularmente seus sentimentos. Curiosamente, foi constatada melhora no estado geral de humor e ânimo das pessoas após o exercício.

“Estudos recentes com ressonância magnética funcional demonstraram que nosso cérebro trabalha de forma diferente antes, durante e depois de escrevermos”, observa o psicólogo James Pennebaker, diretor do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas em Austin. Pioneiro nesse tipo de pesquisa, ele investiga desde a década de 90 a ligação entre a capacidade de escrita expressiva e alterações biológicas.

A escrita terapêutica, complementar à terapia da fala, não se contrapõe à expressão oral. Pelo contrário: assim como na comunicação verbal, permite associações inesperadas, que muitas vezes levam a questões inconscientes intrincadas – e fundamentais para o tratamento.

Cientistas reconhecem, porém, que a neurobiologia da escrita terapêutica ainda apresenta muitos pontos obscuros. Algumas tentativas de registrar a atividade neural antes e depois de a pessoa escrever renderam poucas informações, pois as regiões ativas estão localizadas em áreas muito profundas do cérebro. O que se sabe é que a escrita ativa um conjunto de vias neurológicas – e vários estudiosos estão comprometidos em descobri-las. Atualmente na Universidade do Arizona, o neurocientista Richard Lane, doutor em psicologia, usa técnicas de imagem cerebral para estudar a neuroanatomia das emoções e a forma como elas são expressas.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.