GESTÃO E CARREIRA

20 competências para ser um bom lider

20 COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS PARA VOCÊ SER UM BOM LÍDER

Gestores competentes e admirados possuem habilidades em comum. Foi o que descobriu o professor Marcelo Veras ao acompanhar por dez anos 170 executivos brasileiros. Veja a seguir as 20 competências essenciais para se tornar um bom líder – e como você pode desenvolver cada uma delas.

 Por que algumas pessoas se tornam bem-sucedidas e outras não? Essa era a pergunta que incomodava Marcelo Veras, professor de planejamento ele carreira e presidente da Inova Business School, de Campinas. Para ele, livros, workshops e cursos não eram o suficiente para responder à questão, que ouvia constantemente dos alunos cm sala de aula. “Queria saber o que as pessoas que de fato chegaram ao topo tinham a dizer sobre isso”, afirma. Foi assim que, em julho de 2006, começou uma pesquisa sobre o assunto. Procurou pessoas em posições importantes de liderança, como diretores nacionais, vice-presidentes e presidentes para fazer uma pergunta simples: “Quais competências o trouxeram até aqui e como você definiria cada uma delas?”.

Foram mais de 170 entrevistados desde então. A partir das respostas, Marcelo reuniu uma lista das principais habilidades apontadas pelos bem-sucedidos. Elas são divididas em três categorias:  comportamentais (como agimos em relação a nós mesmos e as pessoas); técnicas (domínio da área de atuação e de competências básicas de linguagem e leitura); e de gestão, que, claro, têm a ver com nossa atitude na condição de líderes de pessoa e de negócios. Marcelo compara essas competências a um macarrão à bolonhesa. As competências técnicas são o espaguete, as comportamentais, o molho e o resultado final, as competências de gestão, são o macarrão à bolonhesa. “No curto prazo, ter apenas algumas competências funciona, mas, no fim, só uma combinação sólida é que mantém os lideres em seus cargos, diz. Ou seja, as habilidades fazem mais sentido quando combinadas entre si e usadas de forma coerente. E, claro, dificilmente alguém terá todas elas superdesenvolvidas, mas criará um conjunto sólido delas – a sua própria receita. “Querer desenvolver todas as competências no mesmo grau é utopia”, diz Adriana Prates, presidente da Dascin Executivc Scarch, consultoria de recrutamento, de Belo Horizonte. “As pessoas são diferentes e vão se destacar por diferentes motivos. “O segredo é identificar quais são as mais importantes para voe”. Ter essa clareza nem sempre é fácil, até porque envolve aceitar as limitações que temos, além de um conhecimento aprofundado de si mesmo. Esse entendimento serve, inclusive, para ver quando vale mais melhorar os pontos fortes e deixar os fracos de lado.

Tudo isso demanda saber escutar os outros e receber bem os feedbacks, além de criar o hábito de pensar sobre si mesmo. Para fazer isso, Silvana Mello, diretora da Lee Hecht Harrison, consultoria de transição de carreira, de São Paulo, propõe um exercício de autoanálise baseado em três dimensões. A primeira é tentar definir o que se busca em termos de carreira e vida no longo prazo. A segunda é entender por que você busca esses objetivos e o que motiva suas atitudes. A terceira é pensar como você fará para alcançar esses objetivos e que valores usará para chegar lá.  “Gosto desse modelo de tripé porque ele serve para buscar uma coerência no dia a dia e se obrigar a questionar sempre para onde você está indo e como, diz Silvana.

De fato, um dos principais fatores que determinam o sucesso de uma empreitada é a clareza sobre por que se está fazendo aquilo. Mas, além disso, é preciso olhar para fora e notar como você está se comportando em relação ao meio em que atua. Isso significa prestar atenção ao que está acontecendo e identificar quais as demandas implícitas e explícitas das empresas e de seus colegas. Normalmente, o melhor sinal de que é preciso desenvolver uma competência é quando você pensa que não é (ou não foi) capaz de lidar tão bem quanto gostaria com uma situação. Expor-se a diferentes cenários – dentro ou fora do trabalho – facilita esse aprendizado. ‘”Saia da rotina de vez em quando para perceber coisas novas”, diz Paula Chimenti, professora do Coppcad, escola de negócios da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É a melhor forma de perceber o que você ainda precisa melhorar e o que já tem de bom. E ter essa percepção é o que ajuda na motivação. “É difícil desenvolver algo se você não sentiu a necessidade”, diz. Por isso, é preciso ter um olhar constantemente voltado à melhoria e ao crescimento pessoal para dar conta de notar seus pontos fortes e fracos.

O desenvolvimento de competências não é um processo isolado, mas combinado a diversos fatores: seus objetivos e personalidade, a necessidade dos outros e o meio em que você quer crescer.  A relação entre competência e o contexto é inseparável, diz Roberto Aylmer, professor da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais. O que vai diferenciar cada um são as atitudes, ou seja, as competências comportamentais. Já as competências técnicas são obtidas por meio de estudo e aprendizado contínuo. As de gestão são como você combina as anteriores de forma a ser um líder bem-sucedido. Ao longo da reportagem, você encontra os 20 ingredientes que mais levaram as pessoas ao sucesso e pode escolher os que mais combinam com a sua receita pessoal de felicidade na carreira.

COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS

Equilíbrio emocional

“Você não tem como controlar os problemas, mas pode melhorar a forma como reage a eles”, diz. Adriana Prates, da Dasein. Ter autonomia em relação aos sentimentos para escolher como vai se comportar faz parte do equilíbrio emocional. Para chegar a esse ponto é preciso ser capaz de entender suas próprias emoções –  que não devem ser suprimidas ou ignoradas, mas geridas. Assistir a si mesmo no dia a dia e perceber como você se sente e quais tipos de situação trazem determinadas reações é uma forma de melhorar essa habilidade. Saber, por exemplo, que você tende a ficar alterado com um tipo de cenário pode ajudá-lo a resolver o que causa aquilo e a monitorar ocasiões futuras. A resposta pode ser desde encontrar válvulas de escape, como um hobby, até fazer terapia ou mudar o ponto de vista. Se for difícil perceber onde estão seus pontos frágeis, peça a opinião de pessoas em quem confia. “É como exercício físico, não dá para fazer um tempo e depois parar, diz Adriana.

Flexibilidade

“Ser flexível é aceitar o desconhecido, diz Silvana Mello, da Lee Hecht Harrison.  Sair da zona de conforto é difícil, mas essencial para ter flexibilidade para encarar coisas novas e mudar de ideia. “Tenha em mente que sempre podemos crescer mais, e que para isso precisamos conhecer o novo, afirma. Fora do trabalho, vale desenvolver essa característica sempre que possível, se colocando em situações diferentes. A experiência diversificada, aliás, o ajudará a perceber quando você deve ser mais firme e quando deve mudar de ideia. Ser humilde em relação ao quanto você mesmo sabe sobre as coisas é importante.  “Hoje as pessoas estão muito mimadas e pouco flexíveis, diz Adriana. Essa é com certeza uma competência que fará toda diferença nas empresas.” Mostre essa habilidade tendo abertura a opiniões diferentes das suas e mantendo o debate focado em ideias, e não em pessoas. O objetivo deve ser conseguir o melhor para todos – e não ter razão sempre.

COMPETÊNCIAS DE GESTÃO

Empreendedorismo

Empreendedorismo está relacionado à forma como enxergamos as coisas. Uma mesma situação pode ser percebida como desafio, como problema ou oportunidade. Para ser empreendedor, é preciso buscar oportunidade em cada cenário. Isso exige um bom conhecimento de si mesmo e de suas capacidades e entendimento sobre o contexto do negócio e mercado em que você atua. Estar bem informado e saber buscar vários pontos de vista de forma crítica e analítica são fatores importantes para saber relacionar dados e identificar pontos promissores de atuação, além da abertura ao risco que tudo novo empreendimento – seja dentro de uma empresa ou em um novo negócio oferece. Saber reconhecer suas limitações também é essencial. “Nem sempre a pessoa tem recursos internos para assumir riscos como um empreendedor faz, diz Silvana. Nesses casos, a saída pode se conseguir tomar decisões articuladas com outras pessoas, que têm uma percepção diferente do risco.

 Tomada de decisão

Entender como você pensa é importante para melhorar suas decisões. Às vezes, são ideias e medos inconscientes que nos impedem de raciocinar mais claramente, outras vezes são conhecimentos técnicos que nos faltam, e é preciso saber avaliar tudo isso. Por outro lado, ter certeza de quais são seus valores e objetivos é uma ferramenta útil na hora da dúvida entre uma opção ou outra. “Vivemos em um contexto de ambiguidade”, diz Silvana. Aprender a lidar como risco de cada decisão e com informações incompletas é cada vez mais necessário, assim como saber usar os recursos que estão à mão. As pessoas à sua volta devem ser suas aliadas. Um líder pode ter em sua equipe pessoas capazes de trazer diferentes lados e informações para complementar uma decisão. Tem que conversar com os outros e recolher informações, ninguém vai saber absolutamente tudo sobre alguma coisa”, diz Miriam Rodrigues, professora de gestão da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo.

Pensamento estratégico

Mais do que ter conhecimento sobre vários temas, o pensamento estratégico exige relacionar diferentes informações para definir quais são os pontos mais importantes de determinado cenário. Em um mundo complexo, é fácil se perder em projeções falaciosas, medos coletivos e na quantidade enorme de dados disponíveis. ” Não adianta guardar conhecimento para si mesmo. Trocar informações e conversar com diferentes pessoas ajuda a melhorar o raciocínio”, diz Miriam. Para desenvolver essa capacidade, reveja a forma como você avaliou situações passadas. O que faltou para ter tido um posicionamento melhor”? A experiência é um instrumento poderoso.

Negociação

Saber negociar é saber usar em conjunto diversas habilidades, diz Márcia.  Afinal, é preciso saber reunir informações sobre aquele tema, saber ler a outra pessoa, se comunicar, ter certeza de seus objetivos, mas também quando mudar de ideia e, finalmente, tomar decisões coerentes e vantajosas para você. Esse é um conjunto complexo e que exige um cuidado especial ao longo da carreira. Quanto menos desenvolvida essa competência, mais você deve tomar cuidado para estudar antes de cada reunião, para ouvir com atenção o que está sendo dito e buscar em mentores a ajuda. “Precisa investir no aprendizado, inclusive de conhecimento acadêmico, para ter uma posição analítica e crítica”, diz Mirian.

Gestão de pessoas

Essa competência exige uma série de outras habilidades anteriormente desenvolvidas. “‘Para ser um bom gestor, você precisa saber formar boas equipes, motivar pessoas de diferentes valores e origens e definir um objetivo claro e que dê propósito às pessoas”, diz Adriana. Isso envolve a capacidade de entender os outros, de saber de que tipo de competência e conhecimento você precisa em suas equipes e como usar as informações que os outros trazem a seu favor. Uma pessoa que não consegue ela mesma gerir suas próprias emoções e atitudes dificilmente conseguirá fazer uma boa gestão de equipes. Não há uma única fórmula para isso – diferentes líderes têm diferentes estilos de gestão. Em comum, todos têm a capacidade de unir equipes, vontade de desenvolvê-las  e sabem usá-las em  proveito dos objetivos da empresa.

 Cardápio de habilidades

 Competencias famosas - 20 competencias

 

 

 

 

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.