GESTÃO E CARREIRA

Divergências no trabalho

DIVERGENCIAS NO TRABALHO

Na internet, é comum os temas polêmicos tomarem conta das discussões. Mas como agir quando essa conversa acontece no escritório?

Você conhece o ditado: futebol, política e religião não se discutem. Apesar da máxima, esses temas tem sido objeto de brigas constantes nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Em 2014 e 2015, foram assuntos relacionados à política, por exemplo, diferenças de forma respeitosa terá pouco lugar nas equipes. O caminho não é tão fácil: discutir com calma e respeito, como muitas coisas, é algo que só melhora com a prática. “O essencial é lembrar que nenhuma opinião surge do nada, diz Ana. Todo conjunto de ideia vem de determinado contexto histórico, moral e social. Ter essa consciência ajuda a avaliar com mais frieza tanto as próprias ideias quanto a dos outros e a ter argumentos mais sólidos e baseados nos conceitos apresentados –  e não nas pessoas em si. “Algo que fazemos muito é já pensar na resposta que daremos enquanto ouvimos o outro falar”, diz Ana. Isso quer dizer que, em vez de escutarmos com atenção o que estão dizendo para podermos reagir sobre o que foi apresentado, nos preocupamos mais em ter um discurso pronto e que vença, de vez, a discussão. Qualquer chance de ter aquela conversa com calma e com cuidado ao ouvir o outro diminui com essa atitude. Os mais citados no facebook entre os brasileiros: direitos humanos, impeachment, aborto e crises migratórias são outros temas que povoam as conversas na internet – e nas ruas. Afinal, se a discussão tem esquentado nas redes, não deixa de ter repercussão no nosso dia a dia. Brigas entre manifestantes de diferentes bandeiras políticas, casos de intolerância sexual e religiosa e denúncias de racismo são divulgados frequentemente. Mas o que fazer quando essas discussões invadem o ambiente de trabalho?

As estatísticas mostram episódios de violência e intolerância, mas, ao vivo e entre conhecidos, a história é um pouco diferente. “O brasileiro não sabe discutir e tem o hábito de evitar o debate”, diz Fernando Lanzer, autor de Cruzando Culturas.

Mas há certas situações em que não vale a pena insistir. Se um colega não está aberto ao debate, não adianta forçar. Também é pouco produtivo provocar alguém com quem você já discutiu outras vezes. E, quando o ambiente de trabalho estiver pedindo concentração em uma tarefa, o melhor é deixar as discussões para depois. Nesses casos, buscar alguma coisa em comum para manter o alinhamento da equipe como um objetivo da empresa ou um valor partilhado por todos, pode ajudar a manter um clima mais produtivo. No entanto, se você sentir que, por conta dessas diferenças, fica isolado do grupo e constantemente incomodado com as ideias defendidas pelos colegas, talvez seja hora de repensar se está realmente no lugar certo. Fica difícil fazer um bom trabalho em equipe e ficar feliz no dia a dia se não se identifica com a maioria das pessoas. Existem diversos ambientes corporativos, se você sentir que precisa mudara companhia inteira, é melhor você mesmo mudar, diz Lúcia Costa, diretora na consultoria Stato, de São Paulo.

Por outro lado, as empresas que estão interessadas em ter mais diversidade de ideias e de opiniões deveriam abrir um espaço para as discussões ocorrerem de maneira organizada. Precisa estabelecer alguns pressupostos, como jamais cair em desrespeito e manter a conversa estritamente no mundo das ideias, diz Fernando. Para quem quer disco dar de maneira mais saudável, antes de partir para assuntos muito polêmicos, o melhor é começar por temas neutros. Encarar toda conversa como uma forma de ganhar novas perspectivas é outra forma de iniciar o exercício. Perdemos muito quando não queremos ouvir o outro, quando não nos abrimos para o diferente”, diz Ana. Tantas ideias boas deixam de existir porque não temos coragem de falar algo menos popular.” Entender que as pessoas devem ser respeitadas e que as diferenças sempre existirão (e devem existir em uma democracia) é o primeiro passo.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.