GESTÃO E CARREIRA

Aprenda a ouvir

APRENDA A OUVIR

Para os americanos Sheila Heen e Douglas Stone, quem tem o real poder sobre o feedback é aquele que escuta as críticas, e não quem faz as sugestões.

Por que ainda temos tanta dificuldade em fazer um bom processo de feedback?  Foi essa questão que levou os americanos Sheila Heen e Douglas Stone a estudar o tema profundamente. Autores do livro Obrigado pelo Feedback e professores da Escola de Direito da Universidade de Harvard, eles notaram que há um erro na percepção geral dessa prática: as pessoas acreditam que, para ser eficiente, é preciso treinar quem dá feedback. Mas os estudiosos dizem que o mais importante é treinar quem recebe o feedback. Se isso não for feito, ninguém muda – por mais competente que seja quem está fazendo as críticas. A seguir, aprenda técnicas para receber melhor os conselhos dos outros.

OS GATILHOS DO FEEDBACK

Sheila e Douglas dizem que, embora existam várias maneiras de dar feedback, nossas reações a esse momento se resumem em três gatilhos emocionais, cada um deles é acionado por uma válvula diferente e provoca reações distintas na gente. O lado bom é que eles sempre se repetem e, ao conhecê-los, você já sabe de antemão qual será o resultado emocional.

PODER AOS RECEPTORES

Os especialistas Sheila Heen e Douglas Stone explicam por que precisamos treinar, os ouvidos para aproveitar, melhor os feedbacks.

O livro diz que é necessário treinar para receber o feedback, e não só para dá-lo. Por que isso é tão importante?

É o receptor que determina o que o feedback significa e se irá levar aquilo em consideração ou não. E é ele que se beneficia mais se engajando na conversa em busca de aprendizado e desenvolvimento. Profissionais que solicitam feedback – principalmente negativos tendem a ter avaliações de desempenho melhores. Em parte, isso acontece porque quem tem essa postura é visto como alguém confiante e possuidor de inteligência emocional. Mas acontece também porque quando você pede feedback você ganha o feedback, e quando você ganha” o feedback, você melhora.

O Brasil está em crise. Por isso, os líderes se sentem pressionados e dão feedbacks mais duros. Qual a maneira correta de agir?

Durante as crises, tudo se torna mais desafiador e é compreensível que os lideres ajam assim. De todo modo, durante tempos mais duros, além de fazer uma avaliação justa dos colegas e subordinados e de demonstrar como eles podem melhorar, é necessário mostrar gratidão. Todo ser humano quer se sentir necessário e valorizado e quer saber que seu trabalho é apreciado e faz a diferença. Quando a economia piora, as relações corporativas acabam lidando com o fantasma do estresse. E é durante esses períodos que os relacionamentos são mais importantes para a nossa felicidade e bem-estar. Os líderes têm a responsabilidade de cuidar bem deles.

Quando é melhor ignorar um feedback?

Receber bem um feedback não significa que você tenha que aceitá-lo sempre. Há inúmeras razões para ignorá­Io. Depois de pensar sobre aquilo, você pode decidir se o que foi dito é um bom conselho ou não. Ou pode decidir que não é a hora de melhorar aquele ponto especifico porque tem outras coisas mais importantes para desenvolver antes. Ou pode ser que você não concorde com o ponto de vista de quem dá o feedback. O erro que cometemos é rejeitar o feedback antes de compreendê-lo. É por isso que uma conversa franca e reciproca é tão importante.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.