GESTÃO E CARREIRA

Estudar para melhorar

ESTUDAR PARA MUDAR

Como identificar qual tipo de formação é a mais adequada para cada plano de transição de carreira.

Nascido em Divinópolis (MG), André Gustavo Gontijo Penha, de 36 anos, formou-se em engenharia da computação pela Unicamp e tinha o emprego dos sonhos de muitos jovens: criava jogos de videogame. A profissão lúdica o ajudo u a montar sua primeira empresa, a OverPlay, que mais tarde seria comprada pela TecToy Digital. “Mesmo com um bom desempenho profissional, eu sentia que faltava alguma coisa e que precisava exercer um papel mais importante na sociedade”, diz André. Com dificuldades para entender que rumos queria seguir, ele decidiu apostar na educação como ponte e depois de pesquisar vários cursos se preparou para fazer um MBA fora do país. “Queria aprender e estar em contato com pessoas inspiradoras”, afirma.

Por cerca de um ano ele prestou provas, arrumou a papelada e guardou dinheiro para ir para a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O local é berço de empresas como Nike, Instagram, HP e Google e o fez pensar de forma mais inovadora. “Lá eu aprendi que é normal não saber que rumos seguir e que mais pessoas tinham meu sentimento. O ambiente me estimulou a buscar novas ideias”, diz. Durante os dois anos que ficou em Stanford, André conheceu Gabriel Braga, que viria a se torna r seu sócio. “Ele tinha uma energia parecida com a minha e começamos a pensar em um negócio que pudesse ajudar pessoas de alguma forma. Queríamos resolver algum problema”, diz. Os dois estudantes de Stanford encontravam-se constante­ mente e em um desses cafés listaram quais eram os maiores problemas que já tinham vivenciado no dia a dia. “Foi então que notamos que nunca era fácil alugar um imóvel. A partir daí, com apoio de todo o conteúdo absorvido em Stanford, criamos a Quinto Andar, em 2012”, diz André. A em­ presa, que dispensa a figura do fiador e tem a proposta de desburocratizar o processo de locação, cresceu em média 25% ao mês nos últimos 12 meses. “Em 2016 seremos dez vezes maiores que em 2015. O MBA foi fundamental para auxiliar nessa mudança de carreira”, diz André.

Assim como André foi do mundo dos videogames para o segmento de locação de imóveis, a necessidade de mudar de rumos está presente na vida de muitos profissionais. Pode ser por insatisfação pessoal, em busca de uma remuneração melhor e até mesmo por necessidade de atualização. Mas, na hora da guinada, é fato que a educação torna a transição mais tranquila e segura. O importante é decidir que tipo de curso e conteúdo combina mais com o seu momento. Segundo Alexandre Benedetti, diretor da Talenses, consultoria de recrutamento de São Paulo, é preciso colocar as opções na mesa antes de escolher o caminho. “Nada deve ser feito por impulso. Fazer uma pós-graduação ou um MBA só porque está há muito tempo sem estudar pode não fazer sentido para a carreira”, afirma.

GUINADA DRÁSTICA

Há algumas opções que devem ser levadas em conta antes de decidir que tipo de formação buscar. Por exemplo, quando a mudança ele carreira prevê urna reviravolta radical, fazer uma outra graduação pode ser a única solução. “Imagine um administrador ele empresas que resolve que tudo o que mais quer é ser veterinário. Não há outra forma, a não ser voltar para a faculdade e cursar uma nova graduação”, diz Alexandre. Além disso, uma nova graduação pode ser indispensável quando o profissional precisa ele um registro da profissão (corno CRM, Crea e OAB) para ganhar mais espaço. “Por exemplo, um profissional de marketing que atua na área jurídica e precisa de registro na OAB para alavancar a carreira só tem a graduação como opção”, a firma. Porém, dedicar -se quatro ou mais anos a um novo curso só é indicado nesses casos extremos.

CONHECIMENTO TÉCNICO

Aqueles que buscam uma transição que demande competência técnica devem apostar em uma pós-graduação. “O papel desse formato de ensino é aprofunda r o nível de conhecimento em uma determinada vertente, como um generalista de engenharia que quer se especializar em privatizações”, diz Alexandre. O conselho aqui é primeiro fazer uma reflexão de aonde se deseja chegar para depois traçar a rota a ser percorrida. Antes de investir tempo e dinheiro em um curso de pós-graduação, é necessário pensar no campo de atuação que almeja, entender se há demanda e se a rotina se enquadra em suas expectativas.

Uma das vantagens desse formato é a diversidade do público, afinal não é preciso ter experiência para fazer pós e ao mesmo tempo não há limitações de idade – o que amplia o leque de opções. Mas um ponto importante é fazer um filtro de instituições. Segundo o Ministério da Educação, há cerca de 4 000 cursos de pós-graduação no país, volume que cresceu 23% nos últimos três anos. Conversar com ex-alunos e pesquisar sobre a instituição são conselhos mandatórios antes de escolher a pós-graduação.

Em casos em que a guinada da carreira é proposta pela empresa ou a oportunidade de mudança é imediata, os cursos de extensão podem ser uma boa saída. Isso porque a duração dessa modalidade é menor – e consequentemente gera respostas mais rápidas com um investimento mais acessível. Muita s vezes, os cursos oferecidos em plataformas on-line podem servir corno porta de entrada para essa modalidade de educação.

A bancária Alice Ramos Motta, de 29 anos, de São José dos Campos (SP), é urna adepta dos cursos livres. Para ela, eles são fundamentais para introduzir assuntos diferentes. “Penso nos cursos como ensino de emergência. Sempre que me deparo com uma situação diferente no trabalho ou com uma oportunidade de aprendizado recorro aos cursos livres”, diz. “Mas acredito que eles não são suficientes para sustentar urna guinada de carreira. Acho que são um meio de testar se aquela empreitada dará certo e se vale a pena se aprofundar no assunto”, diz. Quando o conhecimento a ser adquirido requer mais tempo de dedicação, a pós-graduação se faz necessária em um segundo momento para complementar as competências exigidas.

APOSTANDO ALTO

Há ainda a opção dos MBAs. A sigla em inglês remete a um mestrado em administração de negócios e a modalidade é indicada para profissionais que buscam uma visão mais generalista. Segundo Tiago Mitraud, diretor executivo da Fundação Estudar, instituição fundada pelos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira e que fornece bolsas de estudos, essa é a opção que deve ser analisada com mais cautela. “Houve uma banalização dos MBAs oferecidos no Brasil e muitas instituições acabaram distorcendo a essência desse formato”, afirma. “É difícil encontrar cursos no Brasil que sigam a proposta inicial dessa modalidade, e os interessados acabam buscando instituições fora do país”, diz Thiago. Há um perfil mais definido de quem se enquadra nesse tipo de ensino. “Essa opção é voltada para profissionais jovens, de até 30 anos, que buscam ampliar a visão de negócios e ter uma carreira mais generalista. Os processos seletivos são rígidos e demandam fluência em inglês e realizações importantes na carreira”, diz Thiago. Há uma tendência de profissionais optando por fazer cursos que não demandam dedicação integral para não dispender tempo longe do em prego. “Alguns avaliam que dois anos fora do mercado de trabalho podem colocar a carreira em risco”, diz Thiago. Uma opção para fugir desse perigo é apostar na educação executiva, que exige menos tempo de atenção e também segue a linha generalista.

De fato, a demanda por profissionais com MBA no exterior caiu. Com a restrição econômica, as multinacionais, que eram as principais contratantes desse perfil de profissional, passaram a incentivar mais o desenvolvimento interno de talentos. “Não tenho dúvida de que fazer um MBA fora do Brasil é um grande atrativo, mas é preciso saber se faz sentido para a carreira e estar disposto a arriscar”, afirma o executivo. Flavia Deutsch, de 32 anos, resolveu ousar e optou pelo formato para mudar o rumo de sua carreira. Nascida em São Paulo, ela se formou em administração pela Fundação Getúlio Vargas, em 2005, e sempre trabalhou no mercado financeiro. Seu primeiro estágio foi no J.P Morgan e ela também tem passagens por Merrill Lynch e Citibank. “O mercado financeiro foi uma escola. Absorvi tudo o que podia e superei a rotina desgastante, mas não era ali que eu queria ficar”, diz.

Em 2010, Flavia decidiu se candidatar para a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Conheci pessoas inspiradoras e refleti muito sobre o sentido do trabalho”, diz. Ela voltou ao Brasil em 2012 sem emprego, sem renda e com uma dívida de 20 anos na bagagem. “Minha família me chamou de maluca, mas não me arrependo”, diz. O objetivo dela era atuar em uma empresa inovadora, por isso passou cerca de três meses gaimpando startups até se deparar com a Acesso, empresa de cartões pré-pagos que incentiva e facilita a entrada da população desbancarizada na economia. “Hoje atuo na área ele marketing e produtos e, por mais que pareça clichê, sinto que faço a diferença”, afirma.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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