AUTO LIDERANÇA

PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA CRISTÃ

Recruit, recruiter, hire.

A LIDERANÇA E O PODER

 Exercer cargo de liderança é ter poder nas mãos. E o uso ético do poder é fundamental para o líder cristão. O problema não é o poder que o líder tem, mas o que faz com ele. É interessante observar como uma pessoa demonstra o seu caráter quando ocupa o cargo de líder e tem nas mãos o exercício do poder que é inerente. Ela pode exercer esse poder para o bem do próximo ou para o bem próprio. O poder exercido para o bem próprio leva à corrupção (corrupção vem de corromper que significa tornar podre, estragar, adulterar, perverter). “Há um paradoxo do poder: quanto mais forte, mais fraco.” (Mudança e Decisão, de Francisco G. de Matos). O poder pode levar facilmente à vaidade, à soberba, à infalibilidade. Isso é um passo para a queda.

Jesus enfrentou o maior desafio para exercitar o poder em benefício próprio (Mateus 4: 1-11). Michael Youssef, em “O Estilo de Liderança de Jesus”, diz: “satanás levou-o ao alto do monte e ofereceu-lhe todos os reinos do mundo. Foi uma tentativa de manipulá-lo, de despertar nele a sede do poder. Mesmo a transformação de pedras em pão implicaria a manipulação das forças da natureza em benefício próprio. Saltar do alto templo seria, sem dúvida, uma tentativa de manipular Deus Pai, coagindo-o a salvar o Filho”. E Jesus não cedeu. Ele é o nosso modelo de liderança.

Existe poder da posição que se refere à influência que o líder tem por causa do seu cargo. Por exemplo: uma pessoa pode não fazer determinada coisa se solicitada por outra, mas se for o líder (ou o pastor), que pedir ela o fará. Também o poder pessoal ou o carisma, que é poder exercido pela personalidade, pela maneira de ser do líder. O poder pessoal pode levar o líder ao perigo, manipulando as pessoas e dessa forma abusando do poder. Um líder cristão, seja em qualquer grupo, jamais deverá alimentar a ânsia pelo poder, pois pode haver distorção e tragédia. O grande ponto é que ao assumirem posições de liderança, de poder, há pessoas que fazem de tudo para nunca mais saírem do cargo. Em vários segmentos de nossa sociedade, corre dinheiro como forma de comprar os interessados e a isso denominamos corrupção. Mas, no meio religioso, embora não haja dinheiro por detrás, há métodos da mesma forma corruptos para se manter no poder. Temos visto grupos se suicidando coletivamente por causa do poder que o líder exerce sobre todos. Outros que aceitam qualquer movimento novo doutrinário só porque o líder insiste e ameaça. Há líderes que para se manterem no poder lançam mão de meios como:

Persuasão – Ou tentativa de convencer o outro a aceitar as suas ideias. Há a persuasão legítima, que usa a lógica dos fatos e argumentos e que leva o outro a pensar. Mas há a persuasão deturpada, que insinua o outro e o impede de pensar e agir por si mesmo. Por exemplo: quando o líder diz: “Não vá me dizer que você não está a fim de cooperar, você é tão crente…”. Ele está persuadindo e chantageando ao mesmo tempo.

Culpa ou Ignorância – O líder faz comentários referentes a alguém de forma que provoca neste um sentimento de ignorância, de culpa ou mesmo de vergonha. Como a pessoa assume esse sentimento não fazendo contra-argumentos, o líder continua no poder.

 Ameaças – Há líderes que ameaçam os membros do grupo dizendo que Deus vai castiga-los, caso não façam o que está sugerindo; ou dizem que Deus lhes falou isto ou aquilo e deve ser feito, senão…; outros ainda ameaçam o grupo dizendo que sofrerá um enfarto, um problema físico qualquer, caso o grupo rejeite as suas ideias. Isso é ameaça, é corrupção, e é uma atitude condenada por Deus no exercício de uma liderança cristã sadia.

Essas e outras situações são usadas, sem contar o líder que usa a expressão “vontade de Deus” para justificar sua eterna posição na liderança. Há casos em que só o líder sente que é vontade de Deus continuar, todos já perceberam que a hora de mudar já passou, mas o líder insiste em continuar. É vontade de Deus como?

O modelo do uso do poder está em Jesus Cristo, conforme relata João 13, como vimos na introdução. A fonte do verdadeiro poder na liderança cristã é serviço e submissão.

Ética na liderança é a maneira simples e coerente de o líder tratar os liderados e conviver com o poder sem se corromper. O seu “eu” está sempre sob sujeição à vontade do Senhor. Qualquer coisa fora disso, Deus está fora. E, quando Deus está fora da liderança já não há mais liderança cristã, apenas alguém à frente de um grupo, mas sem a unção do Espírito que dá brilho ao trabalho.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.