AUTO LIDERANÇA

Liderança Cristã - Princípios

PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA CRISTÃ

5 – CARACTERÍSTICAS DO GRUPO

 O Grupo é Formado de Pessoas Diferentes.

 Sem o grupo, sem os liderados, não há liderança. No entanto, é um desafio constante conviver com pessoas e manter um clima agradável e de equipe. Paulo, escrevendo aos Romanos, diz: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:8). Há um velho ditado que diz: “Quando um não quer, dois não brigam”. Se cada pessoa se conscientizar de que a paz começa com ela e que é responsável por suas palavras e atitudes, a convivência será mais tranquila. Mas há pessoas que têm uma facilidade incrível de suscitar dissensões e desavenças. Quando é um liderado, o líder pode ajudá-lo, mas o problema sério é quando essa pessoa é o próprio líder. Portanto, a saúde emocional do líder é imprescindível para a saúde emocional do grupo.

O líder sábio observará (eu não disse “fará juízo de”) cada elemento seu grupo e tentará ajuda-lo na medida do possível. Há pessoas muito difíceis de se lidar: são temperamentais, explosivas, agressivas, mas são as que mais precisam de ajuda. Por outro lado, o líder contará com pessoas dóceis, equilibradas, que ajudarão a manter o equilíbrio do grupo. O problema sério é que há uma tendência natural do líder em colocar de lado a pessoa difícil e dar privilégios e vantagens, além da atenção ao mais fácil. Isto é discriminação e é preciso estar atenta para não cometer esse pecado. Lembre-se de que os mais difíceis o levarão a se curvar diante de Deus para ajuda-los. Eles são importantes para o seu crescimento espiritual na liderança. Portanto, dê graças a Deus pelas pessoas difíceis. É fácil? Não, mas quem ganha e cresce é você. Depende de sua atitude.

Se o líder trabalha com um grupo de crianças ou adolescentes, a atenção é redobrada, porque uma criança que se sente rejeitada, mal amada, será um adulto com seríssimos problemas de relacionamentos. Líderes de todos os grupos, quer sejam crianças, adolescentes, jovens ou adultos, precisam se inteirar das características naturais de cada faixa etária. Quando se conhece as características é mais fácil detectar se tal comportamento é normal, comum à idade ou não, e que precisa de mais cuidado e carinho.

Geralmente, em qualquer grupo, há as mais variadas formas de comportamento adotadas pelos liderados e isso é natural. Cada pessoa é um ser singular. Abordaremos algumas delas de uma forma generalizada, já que analisar o comportamento humano é praticamente impossível num espaço tão pequeno. Há livros e, muitos, que ajudam no entendimento melhor de cada um deles e que o líder poderá buscar pessoalmente para o seu próprio conhecimento e desenvolvimento.

Há pessoas com as quais o líder pode contar e são fundamentais no grupo. Caso o líder seja inseguro ou prepotente, poderá espantar essas pessoas e acabar prejudicando o grupo todo. No entanto, elas poderão ajudar muito o líder a melhorar seu estilo de liderança, se ele permitir, é claro.

Há outras pessoas que além de não contribuírem, muitas vezes, tumultuam o ambiente. As razões são várias, desde uma infância mal orientada, lares problemáticos, destruídos, com privação de alimentação adequada, com falta de atenção, carinho, valorização, até mesmo problemas genéricos que interferem no temperamento (sobre esse assunto é bom você ler mais sobre traumas na infância que prejudicam o adulto.)

Essas pessoas existem e o líder precisa ajuda-las a crescerem não só na arte de se relacionar com outros como no autoconhecimento e no conhecimento de Deus como pai amoroso, e na ação do Espírito Santo como libertador e regenerador. Muita paciência e oração são os ingredientes para o tratamento com esses liderados.

Eis alguns estilos de comportamento que encontramos em nossos grupos e os desafios que são para a nossa liderança.

O Consolador – É a pessoa que sempre busca um denominador comum. É a apaziguadora, a que promove a paz. Ela sempre tenta harmonizar as ideias sem ofender as pessoas. Alivia as tensões do grupo. Quando o assunto está provocando um clima de tensão, essa pessoa conciliadora estará tentando acalmar os ânimos.

O Animador ou O Alegre – Em qualquer grupo sempre precisamos de uma ou mais pessoas alegres para descontrair o grupo. Não é o palhaço ou o irresponsável, mas a pessoa capaz de contagiar os demais com sua alegria e bom humor. Tem a capacidade de perceber quando o clima está mais pesado e conta uma história onde todos riem e se acalmam.

O Referencial Positivo – Sempre há no grupo uma pessoa que transmite ao líder segurança. Em geral, o líder quando fala olha para esse liderado aguardando uma aprovação ou não através de um olhar, um gesto, ou sinal, Essa pessoa é imprescindível em qualquer grupo. A maneira de falar faz com que ele conquiste o respeito de todos.

O Dominador –  É o que sempre está dando ordens, interrompe todo mundo. Na realidade, está querendo se auto afirmar; É inseguro e precisa desse comportamento para se sentir importante. Ele não percebe que está perturbando os outros.

O Tímido – Há no grupo pessoas tímidas que têm dificuldades em expressar suas ideias. Um líder atento oferecerá oportunidades para essas pessoas e as incentivará. Muitas vezes, são pessoas que têm excelentes ideias, mas ficam inibidas diante dos demais. O líder pode ajuda-lo bastante a se desenvolver. Nunca será um extrovertido e brincalhão, mas pode crescer com a ajuda de outros.

O Agressivo – Uma pessoa agressiva é amarga internamente. Ela aproveita ironias e brincadeiras para machucar as pessoas. Como se sente machucada, inconscientemente ela quer que os demais sintam a mesma coisa. É uma pessoa que precisa de muito carinho, atenção e paciência.

O Reivindicador – É o porta voz do grupo. É aquele que fala em nome de todos sobre um interesse geral. É uma pessoa importantíssima no grupo, pois é através dela que o líder sabe como as pessoas estão reagindo a tudo o que acontece. Essa pessoa é a ponte. Quando é uma pessoa positiva ajuda o grupo, mas às vezes encontramos reivindicadores que brigam por uma ideia só para o prazer da vitória e massagear o seu ego e não visando o bem do grupo.

Esses são apenas alguns exemplos. Há outros tipos que você mesmo pode descobrir no seu grupo. O importante é saber tratar as pessoas individualmente, respeitando suas qualidades e defeitos para que elas se sintam consideradas no grupo, pois as pessoas só ficam num determinado grupo quando se sentem bem. Caso contrário elas saem.

Manter o clima gregário onde as pessoas, por mais diferentes que sejam os temperamentos, se sintam bem, é uma tarefa extremamente difícil, mas compensadora, pois é impossível realiza-la sem a ação do Espírito Santo de Deus na vida pessoal do líder.

Zig Ziglair, no livro “Desenvolvendo sua liderançadiz: “O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude, o líder ajusta as velas”.

Esta é a função do líder, o ponto de equilíbrio. Se ele se desequilibra, o restante está perdido.

 

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