AUTO LIDERANÇA

PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA CRISTÃ

Liderança Cristã - Princípios

4 – PERFIL DO LÍDER

Perfil é o contorno de uma pessoa ou objeto; é a descrição de uma pessoa em traços mais ou menos rápidos (Aurélio). De maneira simples e prática, vamos traçar o perfil do líder cristão observando quatro aspectos: pessoal, espiritual, gerencial e custos da função.

PESSOAL

O perfil pessoal é fundamental. Que tipo de pessoa é? Como considera as pessoas? O que significa a liderança para ele? Como ele se vê ou se sente como ser humano? Tudo isso interfere no estilo de liderança de cada pessoa.

Ted Engstron, autor de Como se forma um líder cristão diz: “os bons líderes não só têm fé em Deus e nas pessoas, mas acreditam em si próprios. A boa intenção só não adianta muito quando o líder tem dificuldades pessoais. Amar a Deus e querer servi-lo fielmente é um compromisso básico, mas isso é comprovado no relacionamento com as pessoas (1 João 2:9 -11). Um líder que tenha problemas de relacionamento – ora ajuda, ora ignora, ora adula ou mesmo provoca mal-estar entre os seus liderados pela sua maneira de agir e reagir – está precisando, primeiro, olhar para dentro de si. Quem não se ama não consegue amar ao próximo. Quem não se aceita como ser humano com virtudes e defeitos dificilmente aceitará as qualidades do próximo e seus defeitos. Quando Jesus fala sobre “amar ao próximo como a si mesmo” (Marcos 12: 30-31), ele estava tocando no centro da questão.

O líder cristão é a pessoa que canaliza a harmonia e a paz no grupo. Ele é como um “bombeiro” que apaga o fogo de uma discussão quando os ânimos se exaltam facilmente; como a “enfermeira” que trata das feridas deixadas por palavras mal colocadas; como o “promotor de vendas” que sempre tem ideias novas e sugestões para o grupo poder se desenvolver e se atualizar; como o “mestre” que passa o conhecimento aos liderados sem que isso lhe traga “ares” de superioridade, como a “cozinheira” que prepara alimentos para o grupo crescer emocional e espiritualmente, etc. Quando o líder não está bem consigo mesmo, essas funções na liderança ficam faltando, e muitas vezes é o próprio líder a fonte de discórdia de mal entendimentos, de inimizades, o que, convenhamos, é lamentável.

Cada pessoa tem sua história de vida. O lar onde nasceu, o relacionamento entre pai e mãe, a forma como foi tratada pelos pais, a atenção que recebeu de amigos e parentes na infância e adolescência, as oportunidades ou não de estudo e trabalho, a forma de relacionamento com irmãos e amigos, as necessidades físicas, financeiras e emocionais não atendidas, a formação religiosa, a forma de casamento feito ou a não aceitação de ser solteira, tudo isso são fatores que fazem a história de cada pessoa. Há muitas que superam os desequilíbrios dessa cadeia de acontecimentos e conseguem uma saúde emocional. Com isso são líderes alegres, autoconfiantes, que passam tranquilidade para seus liderados. Em compensação, há outras pessoas que não dão conta de vencer seus problemas pessoais, e ao assumirem um cargo de liderança se projetam nos outros. Inveja, ciúmes, falta de autodomínio, sentimento de culpa, de inferioridade ou de superioridade, são obstáculos sérios para uma liderança saudável, equilibrada e eficaz. Quem quer melhorar e crescer para exercer uma liderança cristã saudável, onde Deus seja realmente glorificado e as pessoas abençoadas, pode buscar ajuda para isso com leituras, com profissionais ou com um conselheiro capaz.

A tendência, segundo psicólogos, é a pessoa se projetar (projetar é lançar, arremessar) nos outros o tipo de EU (amor próprio) que possui. Veja o esquema abaixo (extraído do livro Liderança cristã, a arte de crescer com as pessoas).

 

 

         eu – OUTROS

         EU – outros

         EU – OUTROS

         eu –  outros

O primeiro caso (eu – OUTROS) diz respeito à pessoa que se anula, tem sentimentos de inferioridade, acha que não tem capacidade para fazer nada direito, se acha péssima, enquanto que os outros parecem mais capazes. Segundo essas pessoas, elas sabem o que querem, sabem das coisas, são inteligentes, etc. Um líder com essa atitude está aquém do seu grupo e pouca contribuição poderá dar. Ele passará pessimismo, e o grupo dificilmente crescerá.

O segundo caso (EU – outros) é daquele que se acha único no mundo. Não delega porque não confia nos outros, pois só ele é capaz. Tem um superego tão marcante que não consegue ver seus próprios defeitos e limitações. Consciente ou inconscientemente, se julga um superior. Um líder com este autoconceito terá grandes dificuldades em exercer a humildade cristã, um fruto do Espírito Santo.

No terceiro caso, (EU – OUTROS) o líder se vê no mesmo nível do outro. Reconhece suas virtudes e defeitos, sabe conviver com elas e da mesma forma reconhece no próximo seus valores e limitações. Essas atitudes não o fazem sentir-se maior ou menor. Há um equilíbrio saudável, perfeito e edificante, de forma que a convivência no grupo traz uma contribuição para o crescimento mútuo.

Já no quarto caso, (eu – outros) além de se anular e achar que não tem competência, projeta esse mesmo sentimento no outro e o nivela por baixo. Em muitos casos, o mecanismo de maledicência funciona observando este tipo de “eu”, porque a pessoa se julga ruim, então não aceita que os outros sejam melhores, daí ela mina o “ego” do outro com comentários maldosos.

Os psicólogos e estudiosos do comportamento humano estão convencidos de que a imagem que cada um tem de si mesmo é essencial para alguém aproveitar sua potencialidade ou para impedir a sua utilização. Consideram eles que uma mudança ou melhora no conceito que temos de nós mesmos pode conseguir um grande efeito no que podemos fazer de nossas vidas.

Líderes doentes emocionalmente em geral o são fisicamente. O ser humano é um todo: corpo / alma / espírito. Não há como separá-los. As emoções são capazes de alterar o equilíbrio endócrino (produção de vários hormônios), assim como o fluxo sanguíneo e a pressão arterial, de inibir o processo digestivo, de alterar a respiração e a temperatura da pele. (Fenômenos Psicossomáticos, de Howard R e Martha E. Lewis). Sentimento de culpa, de hostilidade e raiva guardadas podem prejudicar o equilíbrio físico e provocar doenças. Quantas pessoas há sofrendo de úlceras de estômago, duodeno, intestinos ou constante pressão alta, dor nas costas, enxaquecas, artrites, simplesmente por guardarem no seu consciente ou inconsciente um sentimento negativo em relação aos pais, professores, parentes, amigos, etc. É bem verdade que há as que sofrem problemas de saúde originários de alguma deficiência orgânica congênita. Mas há muitos que os adquirem porque seus conflitos interiores são intensos e a tendência natural é fugir de si mesmo. E como se foge de si mesmo? De várias formas; uma delas é assumindo responsabilidades além de suas disponibilidades e daí o organismo não suportando toda a exigência adoece. Há muitos líderes nessa situação.

A cura é um processo longo, doloroso, porém, libertador. Vale a pena investir em si mesmo procurando uma saúde emocional através de leituras que o ajudem e contando com a indispensável ação do Espírito Santo de Deus para colocar em ordem o seu EU interior.

Se sua história pessoal é tranquila e você tem evidências de uma saúde emocional, se no seu relacionamento com o próximo a projeção sempre é EU – OUTROS (eu estou bem e quero que você também esteja), vá em frente. Porém, se a situação é uma das outras três, é hora de se cuidar para que você se torne uma benção para os outros. Lembre-se que “liderar é facilitar o crescimento do outro”. Só consegue isso quem está de bem consigo mesmo.

 

ESPIRITUAL

A formação espiritual do líder cristão é fundamental em seu trabalho. E essa formação não tem que ser acadêmica, isto é, baseada em muitos cursos, inclusive teológicos ou de educação religiosa. Inúmeras pessoas são excelentes líderes com vida espiritual transparente, e nunca fizeram cursos tradicionais. Há por outro lado, pessoas que fazem seus cursos, inclusive teológico, cuja vida espiritual é um desastre. Mas como fala bem, têm boa aparência, bom relacionamento, acabam exercendo a liderança.

A vida espiritual do líder é cultivada no dia a dia em seu contato com Deus. Para tanto, é necessário que ele tenha:

Fé Genuína – Uma vida espiritual de verdade começa com o reconhecimento da salvação dada por Jesus Cristo. Sem esse primeiro passo, não são possíveis os demais. Há muito líder que se diz cristão, sem uma experiência real de conversão a Cristo. Não praticam em suas vidas, os valores do Reino de Deus. Apenas são bons comunicadores, planejadores, técnicos, mas sem unção do Espírito.

 Dependência de Deus – É fundamental uma dependência da ação de Deus na vida do líder. Mas deve ser uma dependência ativa, não inerte. É alguém que age confiando na direção de Deus, mesmo nas mais simples questões de desempenho, seja em programações, em discussões, planejamento, etc. 

 Contato Diário com Deus – Isto é feito através da leitura da Palavra de Deus e da oração. Há situações na liderança que, humanamente olhando, são impossíveis de serem resolvidas, mas quando se ora e confia, Deus responde. O problema é que alguns líderes primeiro resolvem a seu modo e depois oram para Deus confirmar sua atitude. Ou oram e oram, mas resolvem as situações a seu modo. Você acha certo isso? Como você age?

Transparência – A vida espiritual do líder cristão deve ser transparente. Não há lugar para hipocrisia. As pessoas podem ver sua sinceridade e piedade sem sofisticação, sem máscaras, mas autênticas. É o que é, sem esconder!

 Integridade – A integridade de caráter é o resultado de uma vida espiritual autêntica; E essa qualidade é o concreto, o visível, de seu compromisso interno com Deus. É na integridade moral e de caráter que o líder cristão mostra a sua diferença. Quantos crentes, inclusive líderes, professam uma crença, falam de sua dependência de Deus, leem a Bíblia e oram com ardor, mas na vivência do dia a dia na escola, colam; no mercado, comem as coisas e não pagam; no comércio, não são fiéis com seus empregados, explorando-os; ou empregados que chegam atrasados, saem antes da hora, conversam demais durante as horas de trabalho, etc.

O líder pode ter limitações acadêmicas, mas se sua vida é um espelho que reflete a justiça, a graça e o amor de Deus e se ele tem o caráter moral de Cristo, seus liderados serão motivados ao crescimento.

 

GERENCIAL

A pessoa que lidera é forçosamente levada a uma atividade gerencial, isto é, ela terá que harmonizar os objetivos a serem alcançados, com as pessoas que são do grupo, e com os recursos materiais disponíveis. Na realidade, gerenciar é resolver problemas. O líder que não está pronto a resolver problemas não está pronto para liderar. Parece fácil, mas não é. Vai depender de muita sabedoria, estratégia, agilidade, relacionamento, etc. “A liderança deve estar sempre dedicando-se ao problema de alvos e estratégias; onde iremos depois e por que vamos lá? Gerentes perguntam como, os líderes onde e por que? (Hans Finzel,do livro “Dez erros que o líder não pode cometer, página 182). Stephen R.Covey, autor conhecido na área de administração de recursos humanos, declarou em 1991: “Gerência é eficiência ao subir a escada do sucesso; a liderança determina se a escada está inclinada sobre a parede certa”. Não adianta espiritualizar a nossa liderança, é preciso competência. Muitos líderes não buscam crescimento na arte de liderar contando com a ajuda Deus para tudo. Deus ajuda, é fato, mas a nossa responsabilidade humana ele não assume. Afinal, somos parceiros e cada um deve fazer a sua parte. Deus não falha na dele, mas inúmeras vezes falhamos na nossa.

Neste perfil gerencial há dezenas de itens a serem considerados, mas vamos observar só alguns deles. Caso você deseje obter mais informações, há livros em administração de empresas riquíssimos nessas orientações.

 Visão – Um líder sem visão é um fracasso. Ele deve estar sempre vendo além do grupo. É a visão global do que o grupo pode fazer lá adiante sem perder os passos que estão sendo dados agora. O líder de visão leva o grupo a crescer e a enxergar mais longe, desafiando-o a novas conquistas. É uma visão sonhadora e realista ao mesmo tempo, pois enquanto sonha com o que quer lá adiante, também tem os pés no chão para perceber até onde é possível leva-lo. Caso contrário, o líder frustra o grupo e o desanima.

Criatividade – Criatividade é a chave para vencer a rotina. Programações repetitivas, assuntos fora de contexto da vivência das pessoas, horários impróprios para a grande maioria levam uma organização à estagnação, e daí para a morte é um passo. Portanto, criatividade é uma das funções gerenciais. As pessoas motivadas por novos desafios e situações são mais alegres e produtivas. Criatividade não é sinônimo de mudar só por mudar, mas é gerar novas ideias e desafios de acordo com as necessidades emergentes. A pessoa criativa tem olhos de investigador. Está sempre atenta, observando o que se passa. Essa função gerencial é muito importante na sua liderança.

Comunicação – O líder é respeitado pela maneira como respeita os seus liderados, e isso ele o faz através da maneira como se comunica e como transmite as decisões, planos e desafios da organização. Comunicações bem feitas, claras, sem esconder nada, ditas com prazos cabíveis, a pessoas certas, é o óleo que mantém a alegria e integridade do grupo. Comunicar é uma arte que precisa ser desenvolvida e aperfeiçoada no dia a dia. Uma comunicação malfeita, com informações incorretas, dita de maneira grosseira é um palito de fósforo aceso perto de material combustível.

Tomar Decisões – A posição do líder forçosamente o leva a tomar decisões que nem sempre é uma fácil tarefa de realizar. As decisões podem ser feitas com a cabeça, com o coração e com os dois. Quando elas são feitas com a cabeça, corre-se o risco de ser frio demais, sem pensar nas pessoas e seus sentimentos. Quando com o coração, corre-se o risco de tomar decisões erradas por estar debaixo de emoção forte; O ideal é uma combinação das duas: cabeça/coração. Desta forma, o líder considera as razões da decisão e o quanto isso pode ou não afetar as pessoas. Por mais simples ou complicada que seja uma tomada de decisão, sempre haverá os que aprovam e os que não aprovam. O líder precisa estar seguro para não se deixar levar pelas decisões e reações das pessoas.

 Entusiasmo – Na tarefa gerencial uma das qualidades do líder é o entusiasmo pelo que faz; Se quem está à frente não vibra com os objetivos da organização, os seus liderados não se sentirão desafiados à mesma coisa. Entusiasmo é alegria, bem estar. É acreditar no que se faz, e ele é contagiante.

Equipe – Trabalhar em equipe não é tão simples quanto parece. As pessoas pensam e agem de maneiras diferentes, mas uma das características do ser humano é a necessidade de estar junto de outras pessoas; O ser humano é um ser gregário. O líder atento observa as pessoas e o que elas são capazes de fazer e agrega-as de forma que, cada uma contribuindo com a sua parte, o todo seja beneficiado. Trabalhar em equipe é reconhecer que todos são tão importantes no conjunto como no individual. É bom ler sobre tipos diferentes de personalidades e suas mais variadas formas de ação e reação para facilitar o seu trabalho ao liderar sua equipe.

Atualização – “Meu maior temor é que nossos melhores dias sejam nossos dias passados. Odeio o pensamento de que possamos desaparecer na irrelevância” (Hans Finzel). Quem olha para o passado e joga flores sobre ele sem olhar para o futuro e as mudanças que estão ocorrendo no mundo tem sua morte decretada. Valorizar o passado sim. Mas trabalhar no presente olhando para o futuro é a dinâmica da liderança bem sucedido.

Para enfrentar um futuro cheio de mudanças aceleradas a cada dia é preciso atualizar-se. Um líder que não lê, não acompanha seu tempo, não se adapta às novas transformações está fadado ao fracasso. Não é mudar só porque o mundo está mudando, mas adaptar essas mudanças ao trabalho de forma que possamos ter um resultado maior, melhor em menos tempo possível. Não estou falando de superficialidade espiritual, nem de abrir mão de conceitos bíblicos fundamentais da fé. Estou me referindo a forma de se liderar e levar o grupo a atingir seus objetivos. Quer um exemplo? Como marcar uma reunião semanal ou mensal no meio da semana à tarde ou pela manhã e querer que todas as mulheres ou pertencentes ao grupo estejam presentes? Já parou para pensar que hoje em dia são pouquíssimas mulheres que estão em casa com o horário disponível? A necessidade de sobrevivência empurrou a mulher para fora de casa e isso complicou o planejamento das reuniões da igreja. O que fazer?  Existe um modelo para todos? Não acredito. Cada grupo deve se adaptar a essa nova realidade do mundo moderno. Lembra-se da moderna definição de liderança que mencionamos no início? Liderar é estar atento às mudanças que ocorrem e levar o grupo a adaptar-se a elas. Isso é estratégia. É sabedoria.

Ler, ouvir, participar de cursos de atualização são itens fundamentais para o crescimento pessoal do líder. Isto não significa que você vá dominar todas as técnicas, mas ter uma abertura para aceitar e humildade para pedir ajuda quando necessitar. No entanto isso não deve ser só para crescimento pessoal, mas para repartir com os liderados sem dar a impressão de que sabe mais, porém sempre com atitude de serviço cristão.

“Quem não se atualiza, fossiliza”, uma velha frase que cai bem neste caso. Líderes ultrapassados, fechados, autoritários, inseguros, que não mudam com a mudança do clima do nosso mundo futuro, são considerados apenas como uma atração de museu. Na linguagem popular, “já era”. É natural a resistência às mudanças. Mudar desinstala, incomoda. As pessoas são rápidas para fazerem críticas às inovações porque as mudanças as deixam inseguras. O líder eficiente ajuda os seus liderados a se sentirem bem sobre as mudanças que vão acontecer porque ele confia no que está fazendo e tem visão clara de onde quer chegar. É esse o seu caso?

 

CUSTOS

Quanto custa ser líder? Este é um lado importante do perfil do líder, porque se ele não estiver disposto a pagar o preço, dificilmente conseguirá sucesso no seu posto. Ou ele abandonará o grupo ou agirá com arbitrariedade e desconsideração para com as pessoas. Vamos considerar alguns desses custos.

Cansaço – O líder cristão é antes de tudo um ser humano. Ele também se cansa. O exercício da liderança é estressante e uma pessoa cansada tem menos condições de rendimento. Ser um “super líder” não leva a nada, a não ser ao esgotamento físico e mental. Equilíbrio entre atividades sérias e descontraídas é muito importante. Além disso, dar tempo para si mesmo, para um bom descanso, é ser bom mordomo do que Deus oferece a você – sua saúde e corpo. Há líderes que ficam com a consciência de culpa quando saem de férias ou tiram um dia para total descanso. Já ouvi de líderes a frase: “Há quatro anos que não tiro férias” como se fosse um troféu. Intimamente fico lamentando, “que pena, vai durar pouco”.

Reflexão – Outro preço a ser pago pelo líder é o tempo gasto com meditação, reflexão e pensamento criativo. Esse tempo é precioso e poucos sabem dar o devido valor a ele. A comunhão com Deus é fundamental na arte de liderar. De joelhos caminha-se mais longe e sem cair.

Estar Só – A solidão é um dos preços que a líder paga por sua posição. É a capacidade de estar só por ter perdido parte de sua liberdade pessoal. Manter o equilíbrio entre identificar-se com as pessoas para que não seja um estranho no grupo, e isolar-se delas para manter uma distância natural e necessária nem sempre é tão fácil na prática. Essa linha divisória é quase imperceptível. O líder ficará muitas vezes só, devido a decisões tomadas e que eram necessárias, mas que não são compreendidas pelo grupo.

Rejeição – O sentimento de rejeição é muito difícil de ser trabalhado. Mas haverá momentos em que o líder terá esse sentimento devido a decisões, ou quando chega para um grupo e o mesmo preferia outro líder, ou mesmo quando tem ideias diferentes e que as pessoas não aceitam. Às vezes esse sentimento aparece através de pessoas que são invejosas e amargas e com isso prejudicam sua liderança. Um líder maduro emocionalmente e dependente de Deus enfrentará essa situação de cabeça erguida.

Críticas – Talvez esse seja o preço mais alto da liderança – críticas. Muitas delas são necessárias e bem vindas, mas outras machucam e desanimam. Nenhum líder está isento de críticas, quer benéficas ou não. Há duas situações para as críticas: quando você, como líder faz as críticas para que o trabalho melhore, e para isso é preciso observar alguns cuidados para não espantar seus liderados como: orar antes, falar com honestidade, fazer isto em particular, nunca em público, ser objetivo, ser honesto, oferecer o direito ao outro de explicar etc. por outro lado, o que é deveras mais complicado é quando você recebe as críticas. Da mesma forma cultive algumas atitudes: ore pela pessoa que está falando, evite ficar na defensiva, deixe que a outra pessoa complete seu pensamento, verifique se as críticas procedem, tenha cuidado em como responder, explique honestamente o que aconteceu.

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