AUTO LIDERANÇA

 

Liderança Transformacional
O LÍDER SÁBIO

Nestes tempos, em que há uma profusão de informações e elevado nível de competição, individualismo e materialismo, o arquétipo do Velho Sábio alerta-nos para o que mais falta na gestão moderna: a virtude da sabedoria.

Quando delineamos o perfil de um líder moderno, devemos ter em mente, não somente a responsabilidade do ocupante do cargo, mas, principalmente, um convite para que todos trilhem um caminho, uma vez que todos, potencialmente possam vir a liderar. A liderança não é um privilégio, mas uma responsabilidade. O líder é responsável tanto por comandar uma organização como por zelas pelos valores e princípios que a sustentam.

Essa responsabilidade deve leva-lo a cuidar dos interesses coletivos e não dos próprios interesses. E isso pressupõe fortalecer e desenvolver outros líderes. Ele sabe, também, que em cada seguidor há um líder em potencial; sabe disso porque tem consciência de que a liderança é, sobretudo, um estado de relacionamento entre ele e seus liderados, uma experiência de convivência e de contato, que permite conhecer cada um, respeitando-os igualmente. Dessa maneira, zelando pela organização e pelas pessoas, ele saberá escolher novos líderes.

Em toda a sua trajetória, o ser humano – e o líder – deve fazer escolhas. E as melhores escolhas, acontecem quando se cultiva o silêncio, quando se medita e se observam os próprios sentimentos e pensamentos. Essa atitude de interiorização é que permite ampliar a consciência para a escuta sensível e sondar o próprio coração e o dos seguidores.

A sabedoria ensina que a credibilidade do líder vem de sua reputação, de seu caráter, de sua conduta íntegra. Por isso, ele alerta para não se deixar corromper, mas, com disciplina, enveredar pelo caminho dos valores espirituais para tornar-se um ser humano melhor.

A vida do líder deve demonstrar que a integridade se alcança pela evolução da consciência, da harmonia interior e com os demais seres, e da harmonia com o universo. O caminho para se desenvolver essa consciência é o caminho do silêncio e da solidão, isto é, o momento de encontro consigo mesmo, no qual se deve buscar discernimento e sabedoria.

A virtude da justiça é essencial para liderar; é com essa virtude que o líder cuidará de cada um, porém sem transigir com a indisciplina e comportamentos inadequados para a vida da comunidade, ou seja, toda atitude que afete negativamente o bem comum, a vida da equipe e da organização não poderá ser tolerada e deverá ser corrigida. A correção será fraterna porque, mesmo nessas situações, o amor deve prevalecer, entendendo-se amor como o respeito à dignidade intrínseca do ser humano.

O amor – valor essencial da liderança – faz com que o líder não seja um comandante superior aos demais, mas um servidor da equipe. Servidor não é um serviçal; é alguém que está junto, caminha junto e contribui para que todos caminhem igualmente juntos, de maneira solidária, fraterna, em direção a um mesmo objetivo. Assim como Jesus Cristo fez no seu tempo, ao lavar os pés de seus discípulos: “Não vim para ser servido, mas para servir (Mateus 20:28)”. Seu interesse é que os outros cresçam e desenvolvam as suas potencialidades.

Anúncios