AUTO LIDERANÇA

                                                  Arquétipos Jungianos - O Self

SELF – O SENTIDODE TUDO

Podemos definir o “Self” (Si–mesmo) como a personalidade total do indivíduo, que inclui tanto a dimensão consciente, da qual o ego é o centro, quanto o inconsciente, pessoal e coletivo. É o “Self” que convoca o ser humano a evoluir para se tornar eminentemente humano, a realizar as suas potencialidades, no processo de individuação.

Para a psicologia analítica, tudo o que se refere a “Deus” pode ser aplicado ao “Self”, podendo-se mesmo afirmar que o “Self” é um meio pelo qual Deus faz com que sua presença em nossa vida se torne consciente.

Sendo o “Self” o centro da totalidade do indivíduo e a força mobilizadora de toda energia psíquica, ele constitui, assim, um eterno convite à ampliação da consciência em direção a si mesmo, a entrar em um estado de plena comunhão consigo e com o mundo, possibilitando o equilíbrio, a unificação dos opostos, a integridade do indivíduo. Isso porque, quanto mais se amplia a consciência, assimilando os conteúdos inconscientes, mais o indivíduo se aproxima da sua essência, do Si mesmo.

Na perspectiva da psicologia, dizer que alguém é centrado em si mesmo equivale a dizer que é uma pessoa que encontrou o seu ponto de equilíbrio, o seu centro, e não o oposto, que corriqueiramente se entende, ou seja, alguém egocêntrico.

Estando muito além de todos os limites da compreensão humana, o “Self” se manifesta simbolicamente e através de mitologemas religiosos, conduzindo o indivíduo para o contato pleno com a totalidade. E é desse modo que também se compreende o “Self”, relacionando-o diretamente com a figura de Cristo, visto que nele, concebido como o Filho de Deus, está presente a totalidade divina e humana. Sendo a imagem perfeita de Deus, ele se torna a analogia mais próxima do “Self” e de seu significado, tanto por sua singularidade quanto por sua unicidade com o Pai.

Na linguagem da psicologia analítica essa experiência é chamada de o confronto com o “Self”. Dele o homem sai transformado, definitivamente se faz um novo ser, é tomado por uma outra consciência: una, plena, cósmica. É tão profunda a experiência que provoca explicitas modificações no indivíduo, ativando suas energias para a realização da plenitude humana, ou, ao menos, tender a ela.

Na linguagem religiosa, chamamos de uma profunda experiência com Deus, com o Absoluto, com o Grande Mistério, o Transcendente, o Amor Infinito, que transformou sua vida para sempre, porque o preencheu completa e definitivamente.

Assim compreendemos a experiência religiosa: o acontecimento que é capaz de nos ajudar a saber mais a respeito de nós mesmos e nos transforma, de tal maneira, que se torna um momento memorável em nossa vida. O convite que a vida nos faz é o mesmo: cada um de nós precisa sair de si mesmo para encontrar a si mesmo – encontrar sua essência e fazer sua própria jornada, com grandeza de alma.

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