AUTO LIDERANÇA

PUER – A CONSTANTE BUSCA PELO EQUILÍBRIO ENTRE O QUE SOMOS E O QUE DEVEMOS SER.

Arquétipos Jungianos - Puer

O Puer possui como referência a figura do Jovem.

Essa referência pode ser configurada através das atitudes, das vivências e dos comportamentos de um ser humano.

O Puer é o que denominamos a eterna criança em seu mundo de sonhos, brincadeiras e fantasias. O Arquétipo Puer nos remete aquela criança que nunca cresce não se desenvolve e não amadurece.

Um dos exemplos mais comuns deste arquétipo se faz presente no personagem Peter Pan.

Segundo Jung, o arquétipo Puer se destaca pelas suas polaridades positivas e negativas.

No arquétipo Puer, podemos encontrar os seguintes aspectos:
• Curiosidade;
• Liberdade;
• Pressa;
• Fantasia;
• Desligamento da realidade;
• Sensação de “Tudo Posso”.

No Arquétipo Senex, encontramos os seguintes aspectos:
• Lentidão;
• Paz;
• Impotência;
• Negatividade;
• “Pés no chão”;
• Voltado para a realidade.

Para Von Franz (2008), o arquétipo Puer se define como a imagem da criança divina e representa a renovação da vida, o fortalecimento da juventude em nossa psique.

No entanto, essa criança divina carrega em si a sombra da infantilidade, que pode impedir o progresso e também fazer com que nos tornemos dependentes e até mesmo preguiçosos.

Tornamo-nos fugitivos diante dos problemas da vida e não amadurecemos.

Segundo Hilmam (1999), Puer e Senex não podem ser definidos como arquétipos distintos um do outro, pois eles formam apenas um. Juntos eles formam o Pai Tempo e o Jovem Eterno.

Todos nós temos essas duas vivências representadas nesses Arquétipos unidos. Por isso, é importante ressaltar a busca pelo equilíbrio entre as polaridades.

Em muitos momentos na vida é preciso resgatar a criança que reside em nós, para podermos encarar as duras realidades que a vida nos impõe e que carregamos em nós mesmos.

Mas também, não se pode ser criança o tempo todo. Precisamos crescer, evoluir e assumir as responsabilidades que a vida nos propõe.

Tudo aquilo que não é canalizado de uma forma sadia, torna-se unilateral. Toda unilateralidade é prejudicial assim como todo desequilíbrio é patológico.

Assim, concluímos que o arquétipo Puer tem como função plantar, fazer brotar e florescer, enquanto que o Senex se responsabiliza pela colheita dos frutos que a psique produz.

Para atender ao que chamamos de Nova Liderança torna-se mister que, em momentos de decisão, saibamos equilibrar a Razão do Senex com a emoção do Puer; Assim agindo certamente tomaremos decisões importantes e necessárias  sem ferirmos aqueles a quem lideramos cujo modo como lidamos pode influenciar positivo ou negativamente em personalidade.

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